07/10/2006
Literatura Actual: Vivemos no tempo da Tragédia ou do Final Feliz?
Que tempo vivemos na Literatura actual? No tempo das tragédias ou dos finais felizes? A maioria dos grandes escritores do passado ficou famosa pelas suas tragédias. As tragédias vendiam bem, na altura, e interessavam os leitores daquele tempo, leitores essencialmente de classes altas cujas vidas eram, por vezes, cobertas de tédio pela falta de dificuldades que nelas pudessem existir. Refiro-me a autores como, por exemplo, Dostoyevsky com o seu Crime e Castigo ou O Idiota, Tolstoi com Anna Karenina ou ainda Stendhal em Vermelho e Negro. Por último temos ainda Goethe com Os Sofrimentos do Jovem Werther, acerca da qual consta que, na época, ocorreu, na Europa, uma onda de suicídios, de tão profundo que Goethe fora em suas palavras.Ou seja, o sofrimento e a tragédia davam profundidade e nobreza à obra. A tragédia era importante numa grande obra. E hoje?Bom...muito gostaria de ouvir mais opiniões e comentários mas parece-me que no Séc. XX tudo mudou e não quero com isto dizer que tudo terá mudado para pior, pelo contrário, julgo que se impôs um panorama, no mínimo mais inspirador, mais belo e mais positivo no Séc. XX.A meu ver, essa grande mudança surgiu através do cinema e saiu da fábrica de sonhos de Hollywood. Foi aí que se descobriu que muitas das pessoas que liam livros ou viam filmes queriam viver sonhos e sonhos com finais felizes, não queriam tragédias, não queriam mais tristezas e desgraças no final. Nos dias que correm, parece-me ocorrer um fenómeno interessante: os críticos de literatura glorificam as tragédias (conforme os cânones antigos) e o grande público continua a prestigiar os sonhos audaciosos com um final feliz. Mas será que basta produzir um filme ou um livro com um final feliz, nos dias que correm? Julgo sinceramente que não. A maior fatia do público também já se fartou dos livros e filmes ocos, do qual saem exactamente como entraram e é hoje muito exigente em relação aos escritores e realizadores. Por isso, a única solução para quem escreve é aplicar-se ao máximo para ter qualidade e esperar que essa qualidade seja reconhecida pelo imenso e variado universo de leitores.
02/10/2006
Resultados das Eleições 2006 - Primeiro Turno
A mensagem do povo brasileiro está clara: não fossem os recentes escândalos do dossiê e do mensalão e dariam uma chance ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva de um novo mandato para governar o país já na primeira volta. Assim, com todos estes escândalos o povo ficou receoso perante a possibilidade de votar em quem pudesse não merecer o seu voto. No entanto, o povo irá dar esse mandato ao PT para governar o país mas não sem antes lhe dar um bom susto como que dizendo: "Vejam lá se acabam com toda essa corrupção de uma vez porque o povo brasileiro está farto de políticos desonestos e precisa de gente honesta que honre o voto dos brasileiros e que faça melhorar a situação do país!". De registar apenas um facto triste, nestas eleições: 13 mensaleiros e sanguessugas foram eleitos pelo povo. Assim fica mais difícil acabar com a corrupção porque esses mensaleiros dirão que agora são eleitos pelo povo e que agem com o aval do povo para ser mensaleiros ou sanguessugas e trabalharem na política desse jeito porque o povo, infelizmente, aprovou esse seu jeito de trabalhar nas urnas.
26/09/2006
Eleiçoes Brasileiras 2006: o caminho dos corruptos está ficando cada vez mais estreito, esse é o caminho!
Contrariamente aos mais pessimistas, julgo que o Brasil está numa fase de viragem muito importante. Os corruptos estão com medo. Há muitos que estão a ser pegos e isso está a preocupá-los. Há menos margem para actos ilícitos. Isto é positivo e deve ser alicerçado nesta boa base que o povo brasileiro deve trabalhar, construindo o seu futuro melhor e assegurando o crescimento de todo um país grandioso em vários sentidos.
Para isso, o povo brasileiro não deve correr atrás dos escândalos mas antes atrás dos factos. Não deve correr atrás do populismo mas atrás das melhores propostas para o sucesso futuro do seu país e da sua vida. Aqueles que forem condenados, deverão ser penalizados. O caso do dossiê às portas da eleição não deve ofuscar o verdadeiro facto importante que é o crescimento do país e a riqueza do povo brasileiro. A miséria está diminuindo e deve continuar a diminuir porque o povo brasileiro assim o exige. O povo brasileiro dá o seu voto a quem faz crescer o país e diminui a miséria. O povo olha para o seu bolso, para a sua vida e para a vida daqueles que ama para dar o seu voto, não para um dossiê político ou para um qualquer escândalo. E o povo está cada vez mais esperto e dá cada vez menos margem de manobra aos corruptos que são cada vez mais punidos pelos seus crimes.
Para isso, o povo brasileiro não deve correr atrás dos escândalos mas antes atrás dos factos. Não deve correr atrás do populismo mas atrás das melhores propostas para o sucesso futuro do seu país e da sua vida. Aqueles que forem condenados, deverão ser penalizados. O caso do dossiê às portas da eleição não deve ofuscar o verdadeiro facto importante que é o crescimento do país e a riqueza do povo brasileiro. A miséria está diminuindo e deve continuar a diminuir porque o povo brasileiro assim o exige. O povo brasileiro dá o seu voto a quem faz crescer o país e diminui a miséria. O povo olha para o seu bolso, para a sua vida e para a vida daqueles que ama para dar o seu voto, não para um dossiê político ou para um qualquer escândalo. E o povo está cada vez mais esperto e dá cada vez menos margem de manobra aos corruptos que são cada vez mais punidos pelos seus crimes.
24/09/2006
A história de um segredo e um perdão ainda maior
Conto
Ela vivia com um terrível segredo dentro dela, um segredo que a atormentava e a consumia dia após dia, noite após noite durante várias décadas. Esse segredo era tão terrível que desde que ela deixara o seu país, cinco décadas atrás, o segredo morrera ali, ou melhor, afogara-se dentro dela, vivendo no seu subconsciente como um veneno que se alojasse tão profundamente que nenhum médico no mundo o conseguiria extrair mas que era capaz de a ir consumindo lentamente.
Tinha pouco mais de vinte anos quando resolveu tomar uma decisão da qual só mais tarde se veio aperceber de todas as enormes consequências. A primeira consequência foi viver com um segredo com o qual teve de se habituar a viver como um fardo que não podia descarregar em lado nenhum. Embora dentro dela persistisse a ideia de que, na verdade, nunca tinha feito nada de tão terrível, não se permitia discutir o assunto com ninguém, temendo sempre perder as relações de amizade que conseguira criar e, pior do que isso, temia perder o seu marido. Infelizmente, acabaria por perdê-lo, por força do destino, ou melhor, por força de um ataque cardíaco. Contudo, esse mesmo destino, permitiu-lhe viver momentos de uma felicidade maravilhosa. Várias vezes se chegou a censurar por ter tido momentos tão felizes. Achava que não os merecia muito embora também não fosse do género de pessoa para se auto-flagelar. Com o tempo, com a influência do amor e com as influências religiosas do marido e da família do marido, ela aprendeu também a amar, a partilhar e, acima de tudo, a perdoar. Esta era uma palavra que ela sempre pronunciava a custo: perdoar. Cada vez que a pronunciava, sentia que não lhe pertencia essa palavra. Ela nunca lhe seria dirigida porque ela havia ultrapassado as barreiras do mundo humano que lhe permitiam estar no mundo dos “perdoáveis”.
Certo dia, uns senhores de fato e gravata, com ar solene e formal, apareceram-lhe em casa e na vida que havia conquistado durante cinco décadas, apresentando-se como funcionários do Departamento da Justiça. Ela sabia quem eles eram. Havia esperado por eles durante décadas sempre com o coração apertado. Eram aqueles que vinham cobrar o seu passado. Eles informaram o que ela já imaginava, que tinha de deixar o país que a acolhera depois do seu passado terrível, onde tinha encontrado o amor e o perdão. Aceitou a deportação, afinal de contas já tinha tido de aceitar a maior privação de todas que havia sido privar-se do seu marido, por via da sua morte. A deportação não podia ser pior. Mostrou-se calma e serena. Voltou a agradecer a Deus, como já fizera em ocasiões anteriores, tudo o que Ele fizera por ela e a muita felicidade que lhe havia permitido ter. Talvez fosse a hora de voltar ao seu país e fazer as pazes com o seu país e com a sua família. Sem dizer nada à família do seu falecido marido, fez as malas nos dias seguintes à visita dos senhores do Departamento de Justiça e comprou o bilhete de avião de volta ao seu país. Contariamente ao que havia pensado, aquele acontecimento tão temido da descoberta e divulgação do seu sagrado segredo, provocou-lhe uma enorme tranquilidade. Nos dias anteriores à partida, as lembranças iam passando pela sua mente como suaves penas ao vento que vão pousando sobre a terra. Descobrira que muita gente afinal lhe perdoava o que ela julgava imperdoável, gente que lhe havia enviado mensagens de compaixão. Descobrira que o que mais magoava agora aqueles que lhe eram mais chegados era o facto de ela nunca ter confiado neles a ponto de lhes confiar o seu segredo e não o que realmente havia feito de terrível no seu passado. Afinal de contas, o que havia ela feito de tão mau e tão terrível que não pudesse nunca mais contar a ninguém, quando tinha pouco mais de vinte anos?
Nunca se importara muito com ideologias. Era jovem e importava-se mais com o seu futuro do que com qualquer outra coisa na vida. Tinha a profunda convicção que o trabalho actual que tinha naquela fábrica não a levaria a lado nenhum. Queria mudar e surgiu a oportunidade de ser guarda num campo de concentração nazi. Sabia que aquilo era mau, mas entendia que não tinha nada que ver com ela, aliás como viria a referir, nunca se afiliou no partido nazi. Era forte interiormente e sabia fechar os olhos quando era necessário, como tantos outros. Pois bem, não faria mal a ninguém e fecharia os olhos a tudo o que fosse cruel e mau. Com certeza havia uma razão maior para tudo aquilo, uma razão que ela não entendia porque nunca se preocupara com “essas coisas” mas que gostava de acreditar que era a favor de um bem maior. Isso era o máximo que ela pensava “nessas coisas”. Ela fazia o seu trabalho, sem querer saber o que se passava dentro daquele campo de concentração. Tinha a seu cargo ferozes cães que ela sabia tratar com cuidado, com mãos fortes, e levava os prisioneiros com ar aterrado nas suas marchas. Assim o fez durante quase um ano, altura em que o campo de concentração foi libertado pelos inimigos.
Quando tudo o que havia vivido com relação ao campo de concentração já era passado, quando havia mudado já de país, quis o destino que conhecesse um judeu, refugiado do holocausto, cujos pais haviam sido mortos em campos de concentração como aquele em que trabalhara, que seria o grande amor da sua vida. Apaixonaram-se e ela, de alguma forma, deixou-se embriagar pelo próprio destino. Casou-se com ele e manteve o seu segredo. Poucos o saberão dizer porque ninguém o presenciou e todos sabem que ela jamais divulgaria esse facto, mas a verdade é que há quem acredite que o seu marido sabia do seu passado e que a havia perdoado. Esse perdão teria, segundo essa versão, sido a sua grande salvação. Esse perdão terá mudado a sua vida. Ela sempre soube que havia algo mais importante do que ideologias, do que guerras, nazis, comunistas, socialistas, e outros do género e quando conheceu o seu marido, alguém com todas as razões para a odiar que a terá perdoado do fundo do coração porque a amava, a sua vida mudou. Juntos terão guardado este segredo e terão vivido momentos de grande felicidade. Dizem testemunhos dos vizinhos que eles viviam como numa ilha à parte do resto do mundo. Dizem que os dois caminhavam juntos, ele agarrava o braço dela e seguiam orgulhosos e alegres nos seus muitos passeios já que viviam uma vida modesta e não tinham carro. Note-se, no entanto, que o perdão do falecido marido, segundo apontam aqueles que acreditam nesta versão, não terá surgido sem discussões e momentos difícies na relação entre a ex-guarda de campo de concentração nazi e o judeu refugiado do holocausto e cujos pais terão morrido às mãos da infernal máquina de guerra nazi. Mas, segundo consta, o amor terá vencido sobre tudo o resto e o segredo perante o resto do mundo terá sido a melhor maneira dos dois viverem felizes neste mundo sempre pronto a julgar e dificilmente pronto a perdoar. Neste caso, terá bastado o perdão de uma só pessoa, para mudar a vida da outra.
Fim
Ela vivia com um terrível segredo dentro dela, um segredo que a atormentava e a consumia dia após dia, noite após noite durante várias décadas. Esse segredo era tão terrível que desde que ela deixara o seu país, cinco décadas atrás, o segredo morrera ali, ou melhor, afogara-se dentro dela, vivendo no seu subconsciente como um veneno que se alojasse tão profundamente que nenhum médico no mundo o conseguiria extrair mas que era capaz de a ir consumindo lentamente.
Tinha pouco mais de vinte anos quando resolveu tomar uma decisão da qual só mais tarde se veio aperceber de todas as enormes consequências. A primeira consequência foi viver com um segredo com o qual teve de se habituar a viver como um fardo que não podia descarregar em lado nenhum. Embora dentro dela persistisse a ideia de que, na verdade, nunca tinha feito nada de tão terrível, não se permitia discutir o assunto com ninguém, temendo sempre perder as relações de amizade que conseguira criar e, pior do que isso, temia perder o seu marido. Infelizmente, acabaria por perdê-lo, por força do destino, ou melhor, por força de um ataque cardíaco. Contudo, esse mesmo destino, permitiu-lhe viver momentos de uma felicidade maravilhosa. Várias vezes se chegou a censurar por ter tido momentos tão felizes. Achava que não os merecia muito embora também não fosse do género de pessoa para se auto-flagelar. Com o tempo, com a influência do amor e com as influências religiosas do marido e da família do marido, ela aprendeu também a amar, a partilhar e, acima de tudo, a perdoar. Esta era uma palavra que ela sempre pronunciava a custo: perdoar. Cada vez que a pronunciava, sentia que não lhe pertencia essa palavra. Ela nunca lhe seria dirigida porque ela havia ultrapassado as barreiras do mundo humano que lhe permitiam estar no mundo dos “perdoáveis”.
Certo dia, uns senhores de fato e gravata, com ar solene e formal, apareceram-lhe em casa e na vida que havia conquistado durante cinco décadas, apresentando-se como funcionários do Departamento da Justiça. Ela sabia quem eles eram. Havia esperado por eles durante décadas sempre com o coração apertado. Eram aqueles que vinham cobrar o seu passado. Eles informaram o que ela já imaginava, que tinha de deixar o país que a acolhera depois do seu passado terrível, onde tinha encontrado o amor e o perdão. Aceitou a deportação, afinal de contas já tinha tido de aceitar a maior privação de todas que havia sido privar-se do seu marido, por via da sua morte. A deportação não podia ser pior. Mostrou-se calma e serena. Voltou a agradecer a Deus, como já fizera em ocasiões anteriores, tudo o que Ele fizera por ela e a muita felicidade que lhe havia permitido ter. Talvez fosse a hora de voltar ao seu país e fazer as pazes com o seu país e com a sua família. Sem dizer nada à família do seu falecido marido, fez as malas nos dias seguintes à visita dos senhores do Departamento de Justiça e comprou o bilhete de avião de volta ao seu país. Contariamente ao que havia pensado, aquele acontecimento tão temido da descoberta e divulgação do seu sagrado segredo, provocou-lhe uma enorme tranquilidade. Nos dias anteriores à partida, as lembranças iam passando pela sua mente como suaves penas ao vento que vão pousando sobre a terra. Descobrira que muita gente afinal lhe perdoava o que ela julgava imperdoável, gente que lhe havia enviado mensagens de compaixão. Descobrira que o que mais magoava agora aqueles que lhe eram mais chegados era o facto de ela nunca ter confiado neles a ponto de lhes confiar o seu segredo e não o que realmente havia feito de terrível no seu passado. Afinal de contas, o que havia ela feito de tão mau e tão terrível que não pudesse nunca mais contar a ninguém, quando tinha pouco mais de vinte anos?
Nunca se importara muito com ideologias. Era jovem e importava-se mais com o seu futuro do que com qualquer outra coisa na vida. Tinha a profunda convicção que o trabalho actual que tinha naquela fábrica não a levaria a lado nenhum. Queria mudar e surgiu a oportunidade de ser guarda num campo de concentração nazi. Sabia que aquilo era mau, mas entendia que não tinha nada que ver com ela, aliás como viria a referir, nunca se afiliou no partido nazi. Era forte interiormente e sabia fechar os olhos quando era necessário, como tantos outros. Pois bem, não faria mal a ninguém e fecharia os olhos a tudo o que fosse cruel e mau. Com certeza havia uma razão maior para tudo aquilo, uma razão que ela não entendia porque nunca se preocupara com “essas coisas” mas que gostava de acreditar que era a favor de um bem maior. Isso era o máximo que ela pensava “nessas coisas”. Ela fazia o seu trabalho, sem querer saber o que se passava dentro daquele campo de concentração. Tinha a seu cargo ferozes cães que ela sabia tratar com cuidado, com mãos fortes, e levava os prisioneiros com ar aterrado nas suas marchas. Assim o fez durante quase um ano, altura em que o campo de concentração foi libertado pelos inimigos.
Quando tudo o que havia vivido com relação ao campo de concentração já era passado, quando havia mudado já de país, quis o destino que conhecesse um judeu, refugiado do holocausto, cujos pais haviam sido mortos em campos de concentração como aquele em que trabalhara, que seria o grande amor da sua vida. Apaixonaram-se e ela, de alguma forma, deixou-se embriagar pelo próprio destino. Casou-se com ele e manteve o seu segredo. Poucos o saberão dizer porque ninguém o presenciou e todos sabem que ela jamais divulgaria esse facto, mas a verdade é que há quem acredite que o seu marido sabia do seu passado e que a havia perdoado. Esse perdão teria, segundo essa versão, sido a sua grande salvação. Esse perdão terá mudado a sua vida. Ela sempre soube que havia algo mais importante do que ideologias, do que guerras, nazis, comunistas, socialistas, e outros do género e quando conheceu o seu marido, alguém com todas as razões para a odiar que a terá perdoado do fundo do coração porque a amava, a sua vida mudou. Juntos terão guardado este segredo e terão vivido momentos de grande felicidade. Dizem testemunhos dos vizinhos que eles viviam como numa ilha à parte do resto do mundo. Dizem que os dois caminhavam juntos, ele agarrava o braço dela e seguiam orgulhosos e alegres nos seus muitos passeios já que viviam uma vida modesta e não tinham carro. Note-se, no entanto, que o perdão do falecido marido, segundo apontam aqueles que acreditam nesta versão, não terá surgido sem discussões e momentos difícies na relação entre a ex-guarda de campo de concentração nazi e o judeu refugiado do holocausto e cujos pais terão morrido às mãos da infernal máquina de guerra nazi. Mas, segundo consta, o amor terá vencido sobre tudo o resto e o segredo perante o resto do mundo terá sido a melhor maneira dos dois viverem felizes neste mundo sempre pronto a julgar e dificilmente pronto a perdoar. Neste caso, terá bastado o perdão de uma só pessoa, para mudar a vida da outra.
Fim
11/09/2006
Amar é viver! (Homenagem ao amor)

O que é o amor? Uma grandeza e uma dádiva de um valor inimaginável que nos foi dada por Deus ou uma simples reacção química no interior do nosso organismo? Confesso que sou muito mais inclinado para a primeira do que para a segunda hipótese. Aliás, o que seria da vida sem o amor? Provavelmente um conjunto de emoções inócuas entre as quais desejo, ambição, honra, orgulho mas nunca amor. Algumas pessoas julgam-se assim mesmo, desprovidas de amor. Por mais que tente não consigo imaginar isso possível. O que poderá acontecer é que, por vezes, o amor está mais recalcado ou, se quiserem, mais domesticado. Ensina-se ao nosso cérebro (que por vezes parece aceitar seja o que for que lhe digamos com maior convicção) que, na verdade, não amamos, ninguém ama, tudo isso não passa de uma ilusão e uma ilusão custosa se nos faz perder tudo por um sonho de amor. Mas a verdade é que a vida sem amor não faz sentido. O amor é o nosso combustível. O amor é o combustível do homem para ter vontade de viver. Para aqueles que não querem encarar o amor, como o amor por uma mulher, por uma bela mulher, podeeria perguntar se não têm amor pelo trabalho (ou quem sabe pela preguiça, o que também é totalmente humano), ou talvez amor por um sonho, amor por aquela casa, por aquele carro, por aquela praia, e quem pode negar o amor por um pai, por uma mãe ou por um filho? Seja como for o amor é o que nos leva pra frente, é o que enche a nossa alma com vontade de viver. Alguém já o terá dito mas voltarei a repeti-lo: Amar é viver!
07/09/2006
Eleições Brasileiras 2006 - A música, uma das maiores imagens de marca do Brasil no mundo (Tom Jobim - Samba de Uma Nota Só)
Este vídeo insere-se no conjunto de artigos que vêm sendo publicados sobre o Brasil numa altura em que as eleições presidenciais brasileiras estão chegando aí. No vídeo, podemos relembrar talvez o maior embaixador de sempre da música brasileira e que tornou a Bossa Nova, conhecida no Brasil como MPB, conhecida e tocada no mundo inteiro. Este é um exemplo do quanto a cultura brasileira tem para oferecer ao mundo. Um bom governo para os próximos anos, irá sem dúvida perceber que é necessário apoiar a divulgação da cultura brasileira no mundo pois isso colherá dividendos para a economia brasileira.
01/09/2006
Caso Mateus: a Fifa arrisca-se a transformar-se num Vaticano do futebol

Um Estado dentro de outro Estado. Esta definição poderia ser aplicada tanto ao Vaticano como à FIFA, o organismo que rege o futebol mundial, incluindo os campeonatos nacionais de cada país. Tal como o Vaticano, a FIFA tem as suas leis próprias que procura impor no mundo que rege. Para fazer notar que quem está sob a égide da FIFA só deve obedecer à própria FIFA, incluindo clubes, jogadores, árbitros e toda a gente que tem alguma relação com o futebol, a FIFA impõe como lei que os clubes não podem recorrer aos tribunais civis ou haverá, por assim dizer, "represálias". Aparentemente, e dado o crescente poder da FIFA, os Estados permitem-no. Os clubes, procurando defender os seus interesses procuram a justiça da FIFA ou a dos Estados conforme achem que é este ou aquele que melhor defende os seus interesses. Ou seja, para os clubes, há duas justiças.
Não podemos afirmar, contudo, que o caso seja exclusivamente português porque a Juventus acabou de passar por uma situação semelhante à do Gil Vicente e, aparentemente, acabou por sucumbir perante a pressão da FIFA. Ou seja, não há harmonia entre a justiça dos Estados e a justiça do futebol e da FIFA. Mas será que houve alguma vez interesse em que houvesse essa harmonia? Não terá sido preferível e até conveniente manter estas polémicas e estas lacunas para que a FIFA possa, mais facilmente, exercer o seu poder, à margem das leis dos Estados, e assim ambicionar ela própria a ser um Estado dentro dos Estados, como um Vaticano? Talvez seja tempo dos próprios países começarem a ter um olhar mais atento e dedicado para a FIFA e para o futebol que ameaçam ficar cada vez mais poderosos e poder impor as próprias leis, sob pena dos Estados perderem cada vez mais o controlo judicial sobre o futebol e todas as ligações do futebol com a sociedade.
29/08/2006
10/08/2006
Eleições Brasileiras 2006 - As taxas de juro e os impostos que asfixiam o Brasil

O que está segurando a economia brasileira? Porque é que o Brasil não cresce tanto como a China e a Índia? Não acredito, como muitos brasileiros, que o povo brasileiro seja menos capaz do que o povo indiano ou chinês. Acredito, isso sim, que ter taxas de juro e uma carga de impostos ambas das mais altas do mundo, asfixia qualquer país. Acaba de ser decidido mais um corte que pecou por ser demasiado conservador, após a mais recente reunião do Copom, tendo-se ficado pelos 0,5 pontos percentuais. O Brasil precisa de profissionais com mais visão, mais coragem e mais audácia.
Mais uma vez, cabe lembrar que vêm aí eleições e é nessa altura que os políticos mais ouvem o povo brasileiro porque sabem que precisam do seu voto. É portanto nessa altura que o povo brasileiro deve ficar unido porque só o crescimento económico é bom para todos. Nem as empresas nem os cidadãos ficam contentes com impostos e taxas de juro tão elevadas e tão asfixiantes. O que acontece? Menos emprego e mais dívida para os brasileiros. Dívidas com cheque especial ou cartão de crédito que não acabam nunca. Os únicos que ganham são os bancos. Três das quatro maiores empresas brasileiras são bancos. O povo brasileiro merece mais e deve ter mais. Para isso os cidadãos brasileiros devem demonstrar todo o seu descontentamento nas eleições, fazendo ouvir a sua voz, manifestando o seu desagrado, pressionando a classe política, dentro dos seus direitos cívicos. Impostos mais baixos e taxas de juro mais baixas são condições fundamentais para o desenvolvimento do Brasil.
07/08/2006
Eleições Brasileiras 2006 - Como deveria ser o Brasil daqui a 20 anos (Educação)

Como deveria ser o Brasil daqui a 20 anos? Cada brasileiro deveria se colocar esta questão. Assim, quando cada um se perguntasse porque deveria poupar água, porque deveria receber melhor os turistas, porque deveria preservar os recursos naturais e não jogar lixo pro chão, porque não deveria deixar se envolver no manto da corrupção em troca de um bom dinheiro, enfim, todas as respostas a essas perguntas seriam mais fáceis, se cada um pensar como quer que seja o Brasil daqui a 20 anos.
Assim, para que o Brasil seja bonito e limpo daqui a 20 anos não devemos jogar lixo pro chão. Da mesma forma, se queremos um Brasil mais desenvolvido, melhores condições de vida, melhores salários e mais emprego não podemos permitir nenhum tipo de corrupção porque aí se perde o dinheiro necessário para o investimento no que realmente importa.
Também não é possível imaginar mais empregos sem empresas e negócios prósperos. Para isso contribui o conhecimento e a inteligência dos brasileiros muito mais do que o câmbio do dólar. O Brasil precisa investir nos próprios Brasileiros, isso significa invesitr principalmente em Educação. O conhecimento pode mudar a vida dos brasileiros como já mudou a vida dos japoneses, dos coreanos, dos suecos ou dos noruegueses.
Por isso, nesta eleição, cada brasileiro deve pesar com muito cuidado qual será o candidato que mais aposta em dar formação a cada brasileiro para que cada um possa conquistar o seu lugar na produção de riqueza da imensa pátria amada, o Brasil e receber o justo salário pelo seu contributo. Dessa foram, o povo brasileiro vai mostrar que se importa muito com a Educação e os políticos vão ter que corresponder a esse desejo do povo brasileiro.
30/07/2006
Eleições Brasileiras 2006 - Meu Brasil (Minha Alma Brasileira)

(Inicia-se aqui um ciclo de artigos sobre as eleições brasileiras 2006 com várias fotos de todo o Brasil, representativas desse país maravilhoso)
As eleições no meu querido Brasil estão a bater aí à porta e não resisti a escrever um artigo em nome próprio com toda a minha alma brasileira. Tal como sinto uma enorme indignação e tristeza ao ver e ouvir as notícias que chegam todos os dias do Líbano, também sinto indignação e tristeza ao pensar no meu querido Brasil pelo ponto de vista da sua classe política. Que imagem tem a política brasileira? Acima de tudo, corrupção. Depois vem o resto. Vamos fazer um pequeno jogo: Diga o nome de três CPIs? Nada mais fácil, pensará o leitor brasileiro. Ah, se essa pergunta valesse um milhão de reais...! Em três tempos os brasileiros responderiam algo como: bingos, sanguessugas e mensalão. Mas rapidamente se lembrariam de mais escândalos. Senhores políticos, isto não pode continuar. Como é que podem dormir descansados, políticos que sabem que contribuem para o afundamento de um país tão grandioso em tantos sentidos como o Brasil com a sua péssima conduta, com a corrupção? Como podem dormir sossegados sabendo que entre outras coisas contribuem para a fome e miséria de tantos brasleiros? Porém, para aqueles políticos mais corruptos e mais centrados unicamente nos seus interesses particulares, digo que apesar da sua péssima conduta, o Brasil avança pela força do seu povo (para desespero deles, talvez...) e vai tendo cada vez mais acesso à educação e por aí será o caminho para aprender o custo da corrupção e da má conduta política e para saber nunca mais perdoar o político ou o partido que entrar por esse caminho.
18/07/2006
Conflito entre Israel e o Líbano - É tempo de fazer mais pelo desenvolvimento e pela paz no Médio Oriente

Estamos perante um sinal claríssimo do grau de alto perigo para a paz mundial que se encontra condensado na região do Médio Oriente. Durante algum tempo nos últimos anos, o mundo parecia ligar pouco aos conflitos do Médio Oriente que pareciam aparecer isoladamente como a Guerra do Golfo, o conflito Israelo-Palestino ou a invasão do Iraque. Porém, a sensação de perigo aumentou significativamente com este último ataque de Israel ao Líbano. O primeiro factor que desde logo chama a atenção é que Israel ataca o Líbano, com cerca de 200 civis Líbaneses mortos nos ataques, mas não foi o Líbano quem atacou Israel mas sim o Hezbollah (que nem atacou propriamente mas antes, raptou dois israelitas). Ora, o envolvimento do Irão e da Síria nos conflitos parece um passo mais próximo de se tornar mais efectivo o que poderia ter repercursões muito nefastas no contexto mundial.
O grande problema é que o mundo árabe não acredita nos grandes valores do ocidente para as nações: o crescimento económico, o desenvolvimento, o capitalismo. Uma grande parte do mundo árabe perdeu a esperança nesse caminho e o Ocidente não está a saber alimentar essa esperança. Pelo contrário, a cada passo o Ocidente dá um rude golpe no desenvolvimento do mundo árabe alimentando um novo conflito. É tempo de fazer mais e melhor pela paz e pelo desenvolvimento do mundo árabe.
08/07/2006
Sobre Razão e Emoção

Emoção ou razão, a qual delas devemos dar mais ouvidos? Como saber qual é mais importante em cada situação? É frequente as pessoas serem prejudicadas por utilizar demais o coração em vez da razão. Quantas histórias já ouvimos que dão conta de situações em que fulano (ou fulana) agiu com o coração em vez da razão e foi enganado por beltrano (ou beltrana)? Pela educação que recebemos e pela experiência que vamos vivendo tornamo-nos mais inclinados a viver a nossa vida mais sob o signo da razão ou mais sob o signo da emoção e assim vamos tomando as nossas decisões ao longo da vida e vamos vivendo. Haverá uma forma de saber a qual dos dois lados devemos dar mais ouvidos, principalmente quando os lados estão em conflito directo?
Recentemente, vários psicólogos e profissionais de sucesso, revelam que há uma capacidade muito importante para todos os seres humanos utilizarem se querem ser felizes: inteligência emocional. A inteligência emocional assenta no princípio de sabermos ouvir o que dizem as nossas emoções e utilizar isso a nosso favor. Temos que ser capazes de saber ouvir aquilo que verdadeiramente nos diz o nosso coração para atingir o sucesso e a felicidade. Devemos soltar cá para fora todas as emoções negativas para lá no fundo conseguirmos ouvir com clareza o nosso coração que nos diz o que verdadeiramente somos e o que verdadeiramente queremos.
A verdade é que saber usar o coração só por si não é a solução, assim como a solução também não é saber usar só a razão. As nossas melhores decisões saem quando sabemos aliar razão e emoção, ou seja, quando conseguimos aliar a razão com aquilo que sentimos. Os dois juntos não falham nunca. Se, no entanto, só ouvirmos a voz da razão o tempo todo e afundarmos os nossos sentimentos, também não seremos felizes e não seremos livres. Hoje em dia, saber ouvir os nossos sentimentos é uma capacidade extremamente valorizada no caso de cargos de liderança. Para desenvolver inteligência emocional é necessário aprender a estar mais em contacto conosco próprios e aprender a conhecermo-nos mais a nós próprios. É preciso saber avaliar os nossos sentimentos positivos e negativos, saber afastar os negativos, confrontando-os, colocando-os para fora e, assim, derrotando-os, ficando em contacto com a voz pura dos nossos sentimentos.
06/07/2006
05/07/2006
França-Portugal - Alemanha 2006 - Considerações na hora do adeus ao sonho!

Chegou a hora do adeus ao sonho. Agora só os italianos ou os franceses se podem sagrar campeões do mundo. A França chega à sua segunda final e a Itália à sexta. Será uma final emocionante e inédita em que tudo pode acontecer.
Quanto a Portugal, pode ficar muito satisfeito com a evolução do seu futebol e com a chegada às meias-finais. A derrota tem sempre um sabor amargo e, depois da derrota, fica sempre a impressão que várias coisas correram mal, embora muitas vezes, estes aspectos negativos só se tornem visíveis pelo valor do adversário. Os dois pontos mais negativos que subiram à tona nesta meia-final, foram a má forma física de alguns jogadores importantes como Pauleta, Deco e Costinha e a falta de contundência do ataque, que se prende muito em inúmeros passes e adornos e consegue poucas chegadas com perigo à baliza adversária para a grande posse de bola conseguida (eterno problema do futebol português, que até demonstrou melhorias neste mundial) .
No entanto, apesar de algumas deficiências da selecção portuguesa só houve uma diferença entre Portugal e a França neste jogo das meias-finais: o penalti que deu o golo à França. O penalti rendeu à França o único golo do jogo e marcou toda a diferença. O golo mudou o cariz do jogo. A França começou a construir todo o seu jogo em torno da defesa desse único, milagroso golo e conseguiu a vitória perante uma equipa portuguesa cujo forte não é reagir perante desvantagens e marcar golos sob pressão, ainda por cima, com um adversário de tanta qualidade a defender como a França.
O final foi muito digno da parte da selecção portuguesa que lutou até ao fim e chegou a levar Ricardo até à área contrária na marcação de um canto no final do jogo. Foi provavelmente o final mais bonito possível dentro da desilusão da derrota.
Fica o sabor amargo de Portugal perder tão perto da final e da conquista da taça e fica uma pergunta no ar: "Porque é que são sempre as mesmas selecções a conquistar a taça?". Porque é que em dezassete edições só há sete campeões?. Embora me pareça muito justa a chegada da França à final, parece-me que a Itália teve o caminho muito facilitado, não só pelo baixo nível dos adversários até às meias-finais mas também pelos árbitros que teve o benefício de encontrar nos seus jogos. É preciso lembrar que houve duas penalidades nítidas contra a Itália e a favor do Ghana que não foram assinaladas, e uma a favor da Itália e contra a Austrália inexistente que foi assinalada. É caso para pensar que se Portugal tivesse tido esse tipo de benefícios certamente teria tido boas chances para chegar à final. Bastava não assinalar esta penalidade a favor da França na meia-final em que Thierry Henri foi tocado e valorizou a falta. Julgo que o peso das camisolas das sete selecções campeãs, é de facto muito grrande mas não tanto para os jogadores como para os árbitros e isto é algo que vem directa ou indectamente de dentro da FIFA, dos ambientes institucionais que rodeiam os árbitros da FIFA.
Uma última nota, que li também no site oficial do campeonato do mundo: "Intriguingly France also disposed of Portugal in the semi-final that year, (EURO 2000) via another Zidane penalty."Ou seja, de forma intrigante, também no Euro 200, no último importante confronto entre Portugal e França, os gauleses eliminaram Portugal também com um penalti convertido por Zidane. Coincidência? Ou será que os árbitros marcam com mais facilidade penaltis a favor das camisolas com mais peso do que a favor das outras selecções com menos história como Portugal, Ghana ou Austália?
Parabéns à França, uma justa finalista. Parabéns a Portugal pelo campeonato que fez. Deixou uma bela imagem.
25/06/2006
Vitória histórica contra a "Laranja Mecânica" coloca Portugal nos quartos-de-final

Foi uma partida histórica. A equipa holandesa procedeu com alguns actos que em nada honraram a camisola da sua selecção que tem um bonito historial em campeonatos do mundo. Os portugueses lutaram bravamente mas perderam mais uma vez a cabeça e o sangue frio. Fez lembrar o campeonato no Japão e na Coreia, de má memória para Portugal, quando João Pinto deu um murro no árbitro. Perante grandes adversidades, causadas pela arbitragem ou pelo adversário, os portugueses parecem perder a cabeça e querer de alguma forma responder aos actos errados com outros actos que sejam tanto ou mais errados. As adversidades são próprias da vida e próprias (claro!) de um jogo de futebol, também. Se Portugal não tivesse reagido da forma que reagiu, poderia ter ainda todos os jogadores disponíveis para o embate com a Inglaterra, poderia ter jogado todo o encontro com onze jogadores e até ter ampliado a vantagem de 1-0, já que tinha qualidade para isso.
Porém, não tiremos o bilhantismo da selecção portuguesa que fez uma partida histórica e lutou bravamente pela vitória. Pela segunda vez na história dos mundiais, a selecção das quinas vence quatro partidas consecutivas no mundial e está nos quartos-de-final (em 1966 Portugal chegou às meias-finais, mas depois da fase de grupos, as equipas apurava-se directamente para os quartos-de-final). Os jogadores estão de parabéns mas o temperamento dos jogadores portugueses é algo que deve ser treinado, para que Portugal saiba tirar partido de situações como a que sucedeu hoje em vez de se prejudicar, o que é exactamente aquilo que o adversário pretende. Maniche jogou de forma explendida. Força Portugal!
29/05/2006
World Cup 2006 / Campeonato do Mundo 2006 / Copa do Mundo 2006 / Previsão dos Resultados

Assumindo um grande risco, dada a grande qualidade de várias equipas neste mundial, aqui vai a Previsão do Blog @ctualidade Digital para o Campeonato do Mundo na Alemanha:
Oitavos-de-Final:
1 - a1 x b2 : Alemanha x Suécia
2 - c1 x d2 : Argentina x México
3 - b1 x a2 : Inglaterra x Ecuador
4 - d1 x c2 : Portugal x Holanda
5 - e1 x f2 : Itália x Japão
6 - g1 x h2 : França x Tunísia
7 - f1 x e2 : Brasil x Républica Checa
8 - h1 x g2 : Espanha x Coreia do Sul
Quartos-de-Final:
A - 1x2 : Alemanha x Argentina
B - 5x6 : Itália x França
C - 2x4 : Inglaterra x Portugal
D - 6x8 : Brasil x Espanha
Meias-Finais:
AxB : Argentina x Itália
CxD : Brasil x Portugal
Final:
Brasil x Argentina
Vencedor: Argentina
Segundo: Brasil
Terceiro: Itália
Quarto: Portugal
26/05/2006
World Cup 2006 / Campeonato do Mundo de Futebol 2006 / Copa do Mundo 2006 - Artigo sobre Portugal

O campeonato do mundo de futebol na Alemanha, está aí à porta. Começo aqui uma série de artigos dedicados ao maior acontecimento desportivo do ano e aquele que todos estão ansiosamente à espera. Este campeonato do mundo deverá ser bem mais competitivo que o último na Coreia e no Japão. Apesar do grande favoritismo do Brasil, há muitos jogadores de enorme habilidade em várias equipas. Portugal é uma dessas equipas. Talvez os dois jogadores que garantam maior qualidade do que em anos anteriores sejam Deco e Cristiano Ronaldo. Destes dois se espera que possam fazer a diferença em jogos mais equilibrados e que possam chamar a si a responsabilidade nos grandes momentos. Mas, seria extremamente injusto, colocar toda a resposabilidade nestes dois jogadores, ainda por cima, quando há outros grandes nomes de grande qualidade no plantel com Figo, que já foi nomeado pela FIFA o melhor jogador do mundo, e outros como Costinha, Ricardo Carvalho, Fernando Meira, ou Pauleta. Esta é a selecção que maiores garantias pode dar aos portugueses de uma campanha que traga honra ao nome de Portugal.
Julgo que não será nenhum disparate dizer, com frontalidade, que não passar da primeira fase, seria, para a selecção das quinas, uma enorme desilusão e um fracasso de toda a campanha. Mas também julgo que isso não acontecerá. O primeiro jogo com Angola será um bom teste para saber o que vale esta selecção nacional neste mundial. Se tudo correr bem, o jogo contra o México será um jogo tranquilo, mas poderá não ser já que pode significar defrontar ou não a poderosa Argentina. Depois de passar a primeira fase, chegarão os problemas. É até difícil escolher um adversário que virá de um grupo tão forte com equipas como Argentina, Holanda, Sérvia e Montenegro e Costa do Marfim. Passar os oitavos-de-final deverá já ser considerado um grande feito para Portugal, mas a selecção com certeza que ambiciona chegar mais longe e tem condições para isso. Força Portugal!
03/04/2006
Relato da Batalha de Borodinó no tempo da Invasão da Rússia pelas tropas napoleónicas (Extracto do Livro Guerra e Paz de Lev Tolstói, Livro III, 39)

Sem dúvida uma das mais intensas e mais brilhantes descrições literárias de sempre da guerra: “Várias dezenas de milhares de mortos, envergando as mais diversas fardas e nas mais variadas posições, estavam espalhados pelos campos e prados pertencentes aos senhores Davídov e aos camponeses da coroa, nos mesmos campos e prados em que, durante centenas de anos, faziam as suas colheitas e levavam a pastar os seus gados os camponeses das aldeias de Borodinó, Górki, Chevardinó e Semionovskoe. Nos postos médicos, numa área de quatro jeiras, a erva e a terra estavam empapadas de sangue. Multidões de feridos e de não feridos de vários destacamentos, com o terror estampado nas caras, arrastavam-se, de um lado, de volta a Mojaisk, e, do outro, de volta a Valúevo. Outras multidões, extenuadas e famintas, seguiam em frente sob o comando dos chefes. Outras permaneciam nos lugares e continuavam a disparar. Por sobre o campo todo, havia pouco tão belo e alegre com o seu brilho de baionetas e o sol matinal coado pelo fumo, pairava agora uma bruma de humidade e um estranho cheiro ácido a salitre e a sangue. Acumularam-se as núvens e começou a chuviscar sobre os mortos, sobre os feridos, sobre os assustados, sobre os extenuados, sobre os hesitantes. A chuva parecia dizer: “Chega, homens, chega. Parai... Tomai juízo. O que estais a fazer?” Todos, extenuados, sem comida e sem descanso, de ambas as partes, começavam a sentir as mesmas dúvidas: valeria a pena continuarem a exterminar-se uns aos outros? E em todos os rostos era visível a hesitação, e em cada alma se levantava a mesma pergunta: “Porquê e por quem tenho de matar e ser morto? Matai quem quiserdes, fazei o que quiserdes, mas eu não quero mais!” Até à noite, esta ideia amadureceu na alma de cada um. As pessoas podiam, a qualquer momento, aterrorizar-se com o que estavam a fazer, largar tudo e fugir ao deus-dará.”
14/03/2006
Derretimento das geleiras deve provocar o desaparecimento de todas as cidades ao nível do mar no máximo até o final deste século

Eis um artigo que nos deve interessar e preocupar a todos e que pela sua importância e genialidade, resolvi transcrever na totalidade:
"Vindas das mais variadas fontes, as notícias sobre o futuro da humanidade não são nada boas. Não há mais volta: mesmo que mudemos radicalmente nossa forma de relação com o planeta a partir de hoje, o prejuízo causado por nossas ações predatórias já atingiu um nível tamanho que o derretimento das geleiras deve provocar o desaparecimento de todas as cidades ao nível do mar no máximo até o final deste século. Essa triste previsão está num artigo publicado há pouco mais de um mês pelo cientista britânico James Lovelock, autor da famosa Teoria de Gaia (segundo a qual a Terra assemelha-se a um organismo vivo, com mecanismos para auto-regular suas funções). Ainda segundo Lovelock, a elevação da temperatura em até 8ºC nas regiões temperadas e 5ºC nos trópicos vai provocar também, antes de 2100, impactos desastrosos no equilíbrio ecológico, como a extinção maciça de espécies vegetais e animais e o desaparecimento de vastas áreas selvagens como a Floresta Amazônica, decretando o fim da maior parte da vida na Terra, com a morte de milhões, talvez bilhões de pessoas. Na opinião do cientista, governos sérios e responsáveis deveriam começar a desenvolver cartilhas com orientações aos sobreviventes sobre como lidar com as difíceis condições de vida neste futuro sombrio.
A reação do mundo a um alerta como esse, vindo de um dos mais reconhecidos cientistas do nosso tempo, deveria ser de comoção popular. Deveríamos parar tudo e começar a centrar nossos esforços em formas de ao menos minimizar os tenebrosos efeitos anunciados. Mas nada disso aconteceu e tudo segue normalmente como se essa fosse apenas mais uma notícia trivial e corriqueira. Um jornal publica o artigo, outro dá uma nota curta e seca e assim vamos tocando nossas vidas normalmente. Essa atitude seria compreensível se a visão de Lovelock fosse apenas uma no meio de outras conflitantes. Poderíamos confortavelmente acusá-lo de louco, exagerado, catastrófico. Mas não é o caso. Já não são levadas a sério as cada vez mais raras correntes científicas que colocam em dúvida o fato de que a Terra sofre um processo de aquecimento acelerado, dificilmente reversível.
Segundo o Instituto Goddard de Estudos Espaciais, da Nasa, 2005 foi o ano mais quente desde o início dos registros climáticos modernos, em 1890. E, pior, de acordo com o instituto, todos os cinco anos mais quentes durante este período ocorreram na última década, mostrando clara tendência de aquecimento global. Um representante do órgão declarou à imprensa que, usando medições indiretas que vão a um passado ainda mais remoto, o ano passado foi provavelmente o mais quente dos últimos milhares de anos. Mais uma notícia que lemos e viramos a página, sem dar muita atenção. Mais: um aumento de 3ºC na temperatura média da Gronelândia duplicou a quantidade de água que suas geleiras vêm derramando no Oceano Atlântico, segundo recentes pesquisas do Laboratório de Propulsão a Jato e do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Há registros de diminuição das geleiras no Himalaia, nos Andes, no Monte Kilimanjaro, e a única estação de esqui da Bolívia, Chacaltaya, fechou porque sua neve está acabando.
Acha pouco? A lista é longa, o espaço de um artigo é limitado. O diretor da Pesquisa Antártica do Reino Unido, Chris Rapley, disse, em janeiro passado, durante reunião da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência, que algumas partes da camada de gelo da Antártida começaram a derreter em um ritmo assustadoramente intenso e anormal. Rapley afirmou que, há apenas cinco anos, a Antártida era considerada como um gigante adormecido em termos de mudança climática. "O gigante despertou e é melhor que se preste atenção nele", disse o cientista. Ninguém parece muito preocupado. A humanidade finge não ver o que está acontecendo.
Enquanto isso, James Hansen, o principal especialista em mudança climática da Nasa, denuncia uma tentativa do governo dos EUA de silenciá-lo. A campanha começou depois de um discurso proferido em dezembro passado, quando Hansen pediu a rápida redução na emissão dos gases estufa, relacionados ao aquecimento global. Segundo ele, diretores da Nasa deram ordem aos responsáveis pelas relações públicas do órgão para revisar os textos de suas futuras conferências, suas publicações no sítio do instituto na Internet e para controlar os pedidos de entrevistas de jornalistas.
Há caminhos que podem ser trilhados se a humanidade realmente abrir os olhos para a questão. Uma série de ações voltadas ao fomento de fontes de energia renováveis, em um livro elaborado por 250 analistas internacionais, foi apresentada recentemente pelo diretor-executivo da Agência Internacional da Energia, Claude Mandil. Aparecem, entre elas, as energias produzidas pelo vento, o sol, as fontes geotérmicas e os oceanos. Ótimo, não? Não, se o raciocínio que só encontra sentido na produção otimizada e no lucro continuar reinando absoluto. Segundo o próprio Mandil, o grande problema de suas propostas é o custo econômico alto para trazê-las para a prática, o que, segundo diz, inviabiliza suas iniciativas e faz os governos se mostrarem reticentes a elas. Por que é que a gente é assim? Por que fechamos os olhos para estes alertas, apesar de estar claro que é apenas uma questão de tempo para as conseqüências nefastas de essas previsões começarem a afetar brutalmente nossas vidas e, principalmente, as vidas de nossos filhos e netos? Acho que a nossa espécie, apesar da capacidade relativamente bem desenvolvida de prever o futuro, é menos competente na hora de mudar suas atitudes, mesmo quando colocada contra a parede. Enquanto não superarmos esta limitação, não haverá espaço para a esperança."
Redação 360 Danilo Di Giorgi (http://www.msn.com.br/esportes/ecoturismo/extra2/)
22/02/2006
Todos os dias estamos à espera de alguém que leve um passo mais adiante a liberdade de expressão só para ser popular

"A liberdade de expressão é um valor que deve ser preservado"- dizem alguns que ao mesmo tempo se servem da liberdade de expressão como arma de arremesso a outros. Outros dizem: “A liberdade de expressão é um direito que nós os ocidentais conquistámos através de duras batalhas e que deve estar acima de qualquer ataque" - dizem outros achando que a liberdade de expressão pode ser alguma espécie de produto ou ideia com patente ou marca registada dos ocidentais.
A dificuldade maior no contexto mundial actual é que o conceito de liberdade de expressão não é mais um conceito com uma definição estanque. A liberdade de expressão com contornos de liberdade ilimitada não passa de um mito na mente de algumas pessoas, já que os limites existem mesmo nas sociedades ocidentais e estão consagrados sobre a forma de leis. Dados estes limites, que na maioria dos casos permitem muita flexibilidade e que são unicamente definidos por leis que poucos conhecem na totalidade, novos acontecimentos de proporções nunca antes imaginadas têm ocorrido colocando novas dúvidas e lançando o debate sobre onde deveriam estar os limites, não só os limites legais mas também os limites éticos e morais. A situação caricata que hoje verificamos é que a liberdade de expressão é por vezes um argumento muito forte utilizado para fins no mínimo questionáveis. Um insulto, hoje em dia, é considerado um exercício da liberdade de expressão. Uma ofensa a uma pessoa, a um povo ou a uma religião é considerado um exercício de liberdade de expressão. Até os segredos de Estado, são livres, quando conhecidos pelos jornalistas, saindo para as páginas dos jornais como pombas brancas da liberdade de expressão. Não há mais segredos, porque somos todos livres de os querer conhecer ou não e porque os outros são livres de nos contar. O resultado é que alguns elementos dos media conquistaram através do conceito de liberdade de expressão um poder jamais alcançado, até porque diga-se em abono da verdade a maior parte das pessoas nunca recorreria a um tribunal no caso de ser insultada ou de ver insultada alguma coisa em que acredita em qualquer meio de comunicação.
Coloca-se então uma outra questão: Porque são tão procurados hoje em dia os excessos de linguagem, esses insultos a alguém ou algo, essa linguagem ofensiva? Os excessos de linguagem são populares e inesperadamente bem aceites hoje em dia, porque são como notas desafinadas no meio de uma floresta infinita de música sobre a forma de livros, artigos, palavras, ideias, colunas, ensaios, opiniões, etc. Sem valor para ser notado por fazer algo melhor do que os outros, muitos são seduzidos a tentar atingir notoriedade pelo excesso de notas desafinadas, um caminho de abordagem mais fácil para muitos. O princípio é simples: de tão desafinados que são, acabarão por fazer tanto estrago no mundo que inevitavelmente serão notados. São os excessos, os insultos a pessoas, ideias, e crenças talvez a forma actualmente mais procurada para alguém que escreve ser notado e colocado em evidência no mundo. A coisa mais simples hoje em dia é ser-se notado no mundo das letras com ideias ou trabalhos inusitadamente grotescos ou violentos. Abrigados debaixo do guarda-chuva da liberdade de expressão inúmeros são aqueles que por esse mundo fora se lançam nessa estratégia, seguidos por inúmeros jornais, revistas, e canais de televisão. E como actualmente a popularidade (que leva à celebridade e à capa dos jornais e revistas) é um dos grandes valores do mundo em que vivemos, rapidamente a violência, o grotesco, o inusitadamente horrível e ofensivo se tornou veículo não só aceitavel como na maioria dos casos até venerado como símbolo máximo da liberdade de expressão, algo como uma pomba branca rara. Só que a pomba branca procura a paz não o confronto. A liberdade de expressão deve procurar o desenvolvimento e a paz, não o confronto e a agressão gratuita. Os excessos deveriam talvez até ser merecedores de honra na mente de alguns directores de jornais, canais de televisão ou revistas já que prestam como dizem, um serviço para a humanidade que anseia por deitar o olho e o seu olhar crítico a tamanho despudor, tamanho mau senso, e tamanha violência verbal ou gráfica. Os agressores através da linguagem gráfica ou verbal que nos mostram esse tipo de “informação”, essa tão gritante forma de liberdade de expressão, cumpririam assim um dever de certa forma. No entanto, essas pessoas acabam por prestar isso sim, um péssimo serviço ao seu público e à própria liberdade de expressão.
“A liberdade de expressão não pode ter quaisquer limites” – dizem alguns. Ora se não há limites é porque não há valores, só há um valor máximo que é o de poder dizer tudo o que nos aptece sem pensar, sem usar a cabeça, sem nexo, sem objectivo a não ser falar, e dizer o maior disparate, o mais grotesco possível para ser ouvido e visto pelo mundo. Mas até os mais grotescos, sujos e ofensivos de todo o mundo ficaram surpreendidos e se preguntaram nos últimos meses como é possível fazer melhor do que as fugas de informação sobre as escutas dos serviços de informação em Portugal? Como fazer melhor do que as famigeradas caricaturas divulgadas constantemente? Como fazer melhor do que passar em qualquer horário (sempre com total liberdade de expressão) as mais grotescas imagens da prisão de Abu Ghraib? Como fazer melhor do que negar o holocausto? Já lá vão os tempos em que para se fazer notar bastava entrar num relvado de um estádio de futebol a abarrotar de público completamente nu.
Todos os dias estamos à espera de alguém que leve um passo mais adiante a liberdade de expressão só para ser popular. Parece que vale tudo para conseguir a popularidade nos dias de hoje.
08/02/2006
OPA da Sonae sobre a PT: Comentários sobre um momento histórico da economia portuguesa

Estamos perante um daqueles momentos que se vão tornando cada vez mais frequentes nos dias de hoje, quando a principal notícia dos jornais de economia é também a principal notícia de todos os outros jornais, ou seja, um fenómeno económico domina a actualidade. Dirão os economistas que isto é perfeitamente natural já que o mundo depende da economia e a economia manda de certa forma no mundo em que vivemos.
Uma das grandes novidades em relação a esta OPA é o facto de se passar em Portugal, já que fusões desta magnitude se têm tornado relativamente comuns no mundo dos negócios a nível global. Desse ponto de vista, Portugal atinge um marco em termos económicos que demonstra, apesar do tempo em que vivemos, uma certa vitalidade na economia portuguesa. Devemos agradecer essa vitalidade e esse marco na história da economia portuguesa à SONAE e ao Eng.º Belmiro de Azevedo, o mais brilhante homem de negócios do nosso país.
Dir-se-ia que só existe inquietude da parte de dois grupos de pessoas: os colaboradores da PT e o seu conselho administrativo presidido pelo Dr. Miguel Horta e Costa. As inquietudes prendem-se com o facto de poder perder o seu posto de trabalho no primeiro caso, e o de ser demovido do seu cargo de chefia e de poder, de uma forma um pouco inglória, no segundo caso.
Por outro lado, os consumidores vêem finalmente a luz ao fundo do túnel, no que respeita à aparente inevitabilidade de serem explorados ano após ano pelo monopólio nas telecomunicações da PT. Um monopólio que afecta sobremaneira a evolução do nosso país nos campos das tecnologias informáticas e das comunicações fixas, bem como os bolsos dos portugueses, em troco de um serviço com baixa qualidade.
A PT parecia daquelas empresas que conseguiam dominar a marcha do tempo e só ultimamente começavam a aparecer sintomas de que o tempo e a evolução frenética das mentes produtivas e impiedosas do mundo empresarial também podiam atingir este grupo. Esta é mais uma prova que nos dias de hoje ninguém pode parar no mundo empresarial ou será impiedosamente ultrapassado por outros. O pecado neste caso nem terá sido parar, mas antes andar demasiado devagar e com baixa qualidade e eficiência.
Importa lembrar aqui os japoneses apologistas da melhoria contínua ou KAIZEN, que nos dizem que onde não há problemas, também não há melhoria. Parece que na PT nunca houve problemas. Quando os clientes reclamavam, a PT sempre agia como se não houvesse problemas do seu lado, não se importando em colocar inúmeras vezes os clientes horas e horas à espera de serem atendidos para poderem reclamar. Os responsáveis pela PT não aproveitaram os problemas para melhorar, não seguiram o KAIZEN. O resultado agora é que todos torcem para que estes responsáveis sejam afastados do comando da PT para que outros tomem conta e sigam o KAIZEN para benefício dos clientes, do governo, e do povo português em geral.
05/02/2006
Munich - Um filme 5 estrelas!

Este último filme fantástico de Steven Spielberg tem optima realização, optimos actores e actuações, optimo argumento, tem suspense, acção, romance, e acima de tudo é uma oportunidade para aprender e reflectir sobre um dos conflitos de maior impacto dos nossos tempos: o conflito entre Israel e a Palestina. Isto tudo tendo por base um acontecimento verídico, o que valoriza ainda mais o filme. O conflito parece interminável e ao mesmo tempo parece que ambos os lados têm razão assim como ambos os lados têm culpa por não o conseguirem sanar. Acima de tudo, a verdade inegável é que ambos os lados sofrem e isso fica bem patente neste filme. É através deste sofrimento que o realizador passa a ideia de que algo está errado na forma de pensar e de agir de ambos os lados que leva unicamente a uma contínua espiral de violência. A vingança dos acontecimentos nos Jogos Olímpicos de Munique não traz nada de bom nem para Israel nem para o grupo que leva a cabo os assassínios.
A razão principal para o conflito, essa é-nos dada através da voz dos personagens: a casa. É difícil viver sem ter uma casa, e ter uma casa custa sempre caro. De parte a parte parece que ambos têm simplesmente o desejo de ter casa própria, de ter um país próprio. No entanto, não deixa de ser um paradoxo que no final, Avner (Eric Bana), depois de se sacrificar e trabalhar tanto pelo seu país acaba por renunciar a viver no seu país, vivendo no exílio nos E.U.A., acabando assim eventualmente por criar uma distância entre si e entre aquilo porque luta: o seu país.
Não admira que este filme tenha tido baixos níveis de venda de bilhetes nos E.U.A., já que é sempre mais fácil e confortável ignorar as questões difíceis e o que nos propõe este filme é abordar uma das questões mais complexas da História Mundial. Mas aqueles que quiserem encarar a questão de frente não ficarão desiludidos quando deixarem a sala de cinema. Por outro lado, para os Europeus este filme terá certamente mais pontos de interesse já que a maior parte do filme é passada na Europa com filmagens belíssimas.
É de destacar as actuações de Eric Bana e de Geofrey Rush, nos papéis de Avner e Ephraim, embora o filme tenha muitos outros pontos de interesse com várias cenas de grande intensidade e beleza cinematográfica e artística, bem como outras excelentes actuações.
Finalmente, uma palavra para a excelente banda sonora que merece ser ouvida com atenção com músicas realmente divinas.
02/02/2006
As 3 dimensões da vida: Passado, Presente e Futuro (É preciso saber viver)

Podemos imaginar a vida em 3 dimensões, um pouco ao estilo cartesiano: Passado, Presente e Futuro. De que forma elas estão presentes na nossa vida? De que forma elas são importantes? O que elas nos indicam e como podemos usar estas medidas a nosso favor em vez de elas estarem contra nós?
Neste início do séc. XXI, verificámos que tudo parece andar cada vez mais depressa em grande parte devido às novas tecnologias. Os carros estão mais rápidos, há mais auto-estradas e há as chamadas auto-estradas da informação, onde a informação pode chegar em segundos ao outro extremo do planeta. Assim sendo, a tendência da evolução do homem através dos tempos parece ter sido sempre em direcção a um mundo cada vez mais rápido. As decisões têm de ser tomadas em cada vez menos tempo e as possibilidades de utilizar o tempo, por outro lado, multiplicam-se resultando num ritmo de vida alucinante. Habituados a esse ritmo, quando de repente a força que nos impele desaparece e subitamente paramos no mundo, nós sentimo-nos atordoados. Não aguentámos e procurámos desesperadamente juntar-nos ao resto do mundo que passa por nós a alta velocidade. Sentimos que nos dão voltas de avanço numa pista infinita. Nessa altura parece que ficamos mais pequenos e sozinhos, e sentimo-nos desamparados. Na tentativa de evitar o inevitável, preferimos acelerar para qualquer lado, seguir qualquer estrada, mesmo com o risco de não saber para onde e poder bater contra um muro, como se não tendo travões tivéssemos de escolher um caminho após o outro sem nunca poder parar.
Assim, o Presente passa diante dos nossos olhos sempre a grande velocidade e a paisagem que vemos no nosso dia-a-dia é constantemente um conjunto de emoções, e apreensões sensoriais como uma paisagem vista da janela de um TGV. Como a velocidade é tão rápida não conseguimos ter tempo de ver os pormenores, tudo nos parece meio desfocado. Apenas nos concedemos a nós próprios uns segundos para olhar à nossa volta, e mesmo esses segundos estão envoltos de pensamentos, ansiedades, preocupações. O resultado é que vivemos um Presente cada vez mais efémero e mais distante da própria realidade e todas as suas perfeições e imperfeições, belezas e problemas.
E o que acontece ao Passado? Se o Presente é uma mistura de paisagens desfocadas, efémeras, então o Passado também é constituído por paisagens desfocadas, sensações e acontecimentos que não sabemos bem o que significam, já que se trata de uma memória do Presente. Porém, temos por índole própria, a necessidade de ver imagens claras. Temos necessidade de completar o incompleto, de focar o desfocado, de forma a tornar o Passado mais claro. Assim como o pintor dá os seus retoques finais numa tela, também nós damos os retoques necessários para finalizar os tons e as definições do Passado. Às vezes, fazemos isto até inconscientemente, e assim ficamos com uma imagem do nosso próprio Passado, independente da realidade do momento vivido, e por isso sofremos indevidamente as consequências. Por raras vezes, num relampejo de lucidez, temos a sabedoria para reconstruir o passado da única maneira que devia ser reconstruído, ou seja, de acordo com a realidade.
E o futuro? Se o presente é cada vez mais efémero, é porque estamos sempre com os olhos postos no futuro, queremos alcançá-lo o mais rapidamente possível. Na verdade pouco ou nada sabemos sobre o futuro, porque é uma ilusão pensar-mos que podemos controlar o futuro, e porque o futuro nos surge com uma imagem ainda mais desfocada do que o passado ou o presente, já que no presente não temos tempo para planear o futuro convenientemente e assim controlar aqueles factores que poderíamos e deveríamos controlar. O futuro, não raras vezes, é o próximo momento presente e esse já está aí à porta porque nos dias de hoje da alta velocidade da tecnologia, da necessidade de produção e resultados rápidos, um momento segue-se ao outro como as gotas de água que jorram de uma fonte, uma atrás da outra sem espaço entre elas.
Então qual a melhor forma de suportar a vertigem e o enjoo que provocam a súbita travagem do presente? Será que as pessoas à nossa volta nos permitem a veleidade de travar um pouco? Será que a sociedade permite travar sem enjoos e sem vertigens? Como sempre, no meio está a virtude. As pessoas mais felizes conseguem acelerações e travagens sem vertigens ou enjoos, conseguem avançar pelo mundo do trabalho a alta velocidade sempre que necessário, mas também sabem parar e apreciar as coisas mais belas da vida, como uma mulher, uma paisagem, uma emoção, um nascimento, um convívio entre amigos, a natureza, a cidade onde vivemos, a felicidade de ajudar os outros, o sol, a neve, a aventura, o conhecimento, o sucesso no trabalho, etc, etc, etc, …. É preciso saber dosear a velocidade da vida. É preciso saber viver o presente. É preciso saber viver.
22/01/2006
Presidenciais 2006: Um Novo Impulso

Começamos o ano de 2006 com um novo Presidente da República. Este facto deve ser revigorante e deve ser um novo impulso para catapultar todos os portugueses, independentemente das suas escolhas políticas, para um ânimo e um esforço renovados para a melhoria da sua qualidade de vida, bem como para o desenvolvimento dos projectos a que todos estamos ligados, e assim contribuir para a melhoria do nosso país. Porque é só dando o melhor de nós próprios em tudo o que fazemos, aplicando trabalho e esforço que podemos atingir aquilo que desjamos.
O que podemos esperar do futuro em virtude dos resultados eleitorais? Pouco, se não os usar-mos como combústivel para fazer a ignição da nossa sede de sucesso e da nossa vontade de o atingir e não o ver simplesmente como uma miragem na TV, nas revistas ou nos jornais na forma de pessoas distantes como José Mourinho. Foi enviada, sem margem para dúvida, uma mensagem de que os portugueses não estão contentes com o actual momento económico e social do país, mas também não me parece provável que este Governo mude as suas políticas unicamente devido aos resultados eleitorais. Nesse sentido, diria que é pouco provável que algo se modifique no espectro económico, político ou social nos próximos meses. Assim, os preços irão continuar a aumentar nos combustíveis, o desemprego manter-se-á alto, e o Estado tenderá a procurar emagrecer os seus custos e o seu déficit pelo que deverá continuar a procurar diminuir o seu número de efectivos.
Por isso, o futuro continua nas mãos dos portugueses e é de ressalvar a sua vontade de mudar, inequívoca nos resultados eleitorais. Essa vontade pode e deve levar o país a ultrapassar as dificuldades actuais. Nesse sentido desejo que o Prof. Cavaco Silva possa incentivar ainda mais os portugueses para grandes feitos. Estou convencido que quando encontrar-mos o caminho para sair da actual crise, estaremos mais fortes como país. O país aprendeu algumas lições que o tornarão com certeza mais forte nas próximas décadas. Estou convicto que muitos não voltarão a cometer os mesmo erros do passado.
18/01/2006
China, EUA ou UE, quem está a consumir a maior fatia de recursos naturais do planeta?
Apesar de os E.U.A. consumirem, desde há muito, a maior fatia dos recursos mundiais, a situação está a mudar rapidamente já que a economia chinesa ultrapassou no consumo de um atrás de outro recurso.
Entre os cinco recursos básicos, comida, energia, e matérias-primas de grande consumo – grãos e carne, petróleo e carvão e aço – o consumo na China já eclipsou o consumo dos E.U.A. em todos excepto o petróleo.
No que diz respeito à União Europeia e a Portugal, os números dos estudos mais actuais da organização ambiental World Wildlife Fund (WWF) referem que a União Europeia (UE) gasta 17% dos recursos naturais mundiais, embora tenha apenas 7% da população. O mesmo estudo chegou a uma conclusão deveras inquietante: indica que o défice ambiental dos 25 países membros da União Europeia atingiu 220% da sua capacidade biológica, tornando os europeus absolutamente dependentes dos recursos do resto do mundo para sustentar o seu consumo.
O mesmo relatório analisa a chamada pegada ecológica dos europeus que compara o uso que se faz da natureza com a sua capacidade de regeneração, e conclui que esta é 2,2 vezes maior do que a sua capacidade biológica própria, um número que aumentou quase 70% desde 1961. Assim, para manter a actual taxa de consumo a Europa teria de ter, pelo menos, o dobro do seu espaço marítimo e terrestre.
A pegada ecológica mede o consumo de recursos em hectares para traduzir o que cada cidadão precisa para produzir a sua alimentação, os materiais para roupas, a produção de energia, absorver a poluição ou os resíduos que gera, nomeadamente. A pegada ecológica global era de 13,5 mil milhões de hectares globais em 2001, o que corresponde a 2,2 hectares globais por pessoa.
Portugal, com 5,2 hectares globais por pessoa apresentava um valor superior à média europeia (4,9), sendo o oitavo país com maior pegada ecológica a nível europeu. Outros países europeus como a Suécia, Finlândia, Estónia, Dinamarca, Irlanda e França usam três a quatro vezes mais do que a média mundial correspondente à capacidade biológica por pessoa.
A procura anual de recursos por parte da humanidade já excedeu a capacidade regenerativa da Terra em mais de 20% e continua a crescer, alerta o documento.
O director do gabinete europeu do WWF, Tony Long, salientou que «o crescimento económico à custa do esgotamento dos recursos naturais e da degradação ambiental, apenas muda o problema para outras partes do mundo».
Fontes: in Diário Digital, LUSA; Earth Policy Institute (http://www.earth-policy.org/); Sociedade Portuguesa de Energia Solar (http://www.spes.pt/)
Entre os cinco recursos básicos, comida, energia, e matérias-primas de grande consumo – grãos e carne, petróleo e carvão e aço – o consumo na China já eclipsou o consumo dos E.U.A. em todos excepto o petróleo.
No que diz respeito à União Europeia e a Portugal, os números dos estudos mais actuais da organização ambiental World Wildlife Fund (WWF) referem que a União Europeia (UE) gasta 17% dos recursos naturais mundiais, embora tenha apenas 7% da população. O mesmo estudo chegou a uma conclusão deveras inquietante: indica que o défice ambiental dos 25 países membros da União Europeia atingiu 220% da sua capacidade biológica, tornando os europeus absolutamente dependentes dos recursos do resto do mundo para sustentar o seu consumo.
O mesmo relatório analisa a chamada pegada ecológica dos europeus que compara o uso que se faz da natureza com a sua capacidade de regeneração, e conclui que esta é 2,2 vezes maior do que a sua capacidade biológica própria, um número que aumentou quase 70% desde 1961. Assim, para manter a actual taxa de consumo a Europa teria de ter, pelo menos, o dobro do seu espaço marítimo e terrestre.
A pegada ecológica mede o consumo de recursos em hectares para traduzir o que cada cidadão precisa para produzir a sua alimentação, os materiais para roupas, a produção de energia, absorver a poluição ou os resíduos que gera, nomeadamente. A pegada ecológica global era de 13,5 mil milhões de hectares globais em 2001, o que corresponde a 2,2 hectares globais por pessoa.
Portugal, com 5,2 hectares globais por pessoa apresentava um valor superior à média europeia (4,9), sendo o oitavo país com maior pegada ecológica a nível europeu. Outros países europeus como a Suécia, Finlândia, Estónia, Dinamarca, Irlanda e França usam três a quatro vezes mais do que a média mundial correspondente à capacidade biológica por pessoa.
A procura anual de recursos por parte da humanidade já excedeu a capacidade regenerativa da Terra em mais de 20% e continua a crescer, alerta o documento.
O director do gabinete europeu do WWF, Tony Long, salientou que «o crescimento económico à custa do esgotamento dos recursos naturais e da degradação ambiental, apenas muda o problema para outras partes do mundo».
Fontes: in Diário Digital, LUSA; Earth Policy Institute (http://www.earth-policy.org/); Sociedade Portuguesa de Energia Solar (http://www.spes.pt/)
16/01/2006
Qual é o maior jornal do mundo?
Os maiores jornais do mundo / World's top 100 Newspapers
(Circulação em milhares de cópias diárias)
1 Yomiuri Shimbun Japan 14,067
2 The Asahi Shimbun Japan 12,121
3 Mainichi Shimbun Japan 5,587
4 Nihon Keizai Shimbun Japan 4,635
5 Chunichi Shimbun Japan 4,512
6 Bild Germany 3,867
7 Sankei Shimbun Japan 2,757
8 Canako Xiaoxi (Beijing) China 2,627
9 People’s Daily China 2,509
10 Tokyo Sports Japan 2,425
11 The Sun United Kingdom 2,419
12 The Chosun Ilbo South Korea 2,378
13 USA Today USA 2,310
14 The Wall Street Journal USA 2,107
15 Daily Mail UK 2,093
16 The Joongang Ilbo South Korea 2,084
17 The Dong-A Ilbo South Korea 2,052
18 Nikkan Sports Japan 1,965
19 Hokkaido Shimbun Japan 1,922
20 Dainik Jagran India 1,911
21 Yangtse Evening Post China 1,715
22 Sports Nippon Japan 1,711
23 The Nikkan Gendai Japan 1,686
24 Times of India India 1,680
25 Guangzhou Daily China 1,650
26 The Mirror UK 1,597
27 Yukan Fuji Japan 1,559
28 Shizuoka Shimbun Japan 1,479
29 Nanfang City News (Guangzhou) China 1,410
30 Dainik Bhaskar India 1,405
31 Sankei Sports Japan 1,368
32 Hochi Shimbun Japan 1,354
33 Yangcheng Evening News (Guangzhou) China 1,320
34 Malayala Manorama India 1,309
35 Liberty Times Taiwan 1,300
36 Thai Rath Thailand 1,200
37 New York Times USA 1,121
38 Hindustan Times India 1,108
39 Chutian Metro Daily (Wuhan) China 1,084
40 Gujarat Samachar India 1,051
41 Ananda Bazar Patrika India 1,046
42 Xinmin Evening News (Shanghai) China 1,045
43 Eenadu India 1,039
44 Nishi-Nippon Shimbun Japan 1,025
45 Kronen Zeitung Austria 1,009
46 WAZ Mediengruppe Germany 1,001
47 United Daily News Taiwan 1,000
48 China Times Taiwan 1,000
49 Daily Sports Japan 999
50 The Hindu India 989
51 Hindustan India 957
52 Beijing Evening News China 950
53 Mathrubhumi India 904
54 Los Angeles Times USA 902
55 Information Times China 900
56 Daily News Thailand 900
57 Al-Ahram Egypt 900
58 Peninsula City News China 860
59 Kom Chad Luek Thailand 850
60 Kyoto Shimbun Japan 825
61 Kobe Shimbun Japan 821
62 Punjab Kesari India 817
63 Komsomolskaya Pravda Russia 817
64 Rajasthan Patrika India 804
65 Dahe Newspaper China 796
66 Chugoku Shimbun Japan 789
67 Ouest France France 783
68 Daily Sakai India 783
69 Jang Pakistan 775
70 AJ India 759
71 De Telegraaf The Netherlands 753
72 Qianjiang Evening News China 750
73 Qilu Evening News China 750
74 Nanfang Daily China 750
75 Daily Thanthi India 750
76 Moskovskiy Komsomolets Russia 750
77 Sandesh India 743
78 Daily Express UK 720
79 New York Daily News USA 715
80 The Washington Post USA 708
81 Daily Star UK 705
82 Today Evening News China 699
83 New York Post USA 686
84 Corriere della Sera Italy 677
85 Wuhan Evening News China 660
86 Modern Express China 651
87 Yanzhao Metro Daily China 650
88 Metro Express China 650
89 Zeitungsgruppe Koln Germany 628
90 Kahoku Shimpo Japan 622
91 La Repubblica Italy 622
92 Trud Russia 613
93 Beijing Youth Daily China 606
94 Chicago Tribune USA 601
95 New Express China 600
96 Daily Sunshine China 600
97 Matichon Thailand 600
98 Khao Sod Thailand 600
99 Apple Daily Taiwan 600
100 Min Sheng Pao Taiwan 600
Source
World Press Trends, the World Association of Newspapers, 2005
www.wan-press.org/rubrique75.html
((Note: Newspapers in some countries do not submit their figures to independent Audit Bureaux of Circulation. In these cases, figures are provided by the publishers themselves or other sources and cannot be verified independently. Publication in this list does not imply that WAN endorses these figures).
(Circulação em milhares de cópias diárias)
1 Yomiuri Shimbun Japan 14,067
2 The Asahi Shimbun Japan 12,121
3 Mainichi Shimbun Japan 5,587
4 Nihon Keizai Shimbun Japan 4,635
5 Chunichi Shimbun Japan 4,512
6 Bild Germany 3,867
7 Sankei Shimbun Japan 2,757
8 Canako Xiaoxi (Beijing) China 2,627
9 People’s Daily China 2,509
10 Tokyo Sports Japan 2,425
11 The Sun United Kingdom 2,419
12 The Chosun Ilbo South Korea 2,378
13 USA Today USA 2,310
14 The Wall Street Journal USA 2,107
15 Daily Mail UK 2,093
16 The Joongang Ilbo South Korea 2,084
17 The Dong-A Ilbo South Korea 2,052
18 Nikkan Sports Japan 1,965
19 Hokkaido Shimbun Japan 1,922
20 Dainik Jagran India 1,911
21 Yangtse Evening Post China 1,715
22 Sports Nippon Japan 1,711
23 The Nikkan Gendai Japan 1,686
24 Times of India India 1,680
25 Guangzhou Daily China 1,650
26 The Mirror UK 1,597
27 Yukan Fuji Japan 1,559
28 Shizuoka Shimbun Japan 1,479
29 Nanfang City News (Guangzhou) China 1,410
30 Dainik Bhaskar India 1,405
31 Sankei Sports Japan 1,368
32 Hochi Shimbun Japan 1,354
33 Yangcheng Evening News (Guangzhou) China 1,320
34 Malayala Manorama India 1,309
35 Liberty Times Taiwan 1,300
36 Thai Rath Thailand 1,200
37 New York Times USA 1,121
38 Hindustan Times India 1,108
39 Chutian Metro Daily (Wuhan) China 1,084
40 Gujarat Samachar India 1,051
41 Ananda Bazar Patrika India 1,046
42 Xinmin Evening News (Shanghai) China 1,045
43 Eenadu India 1,039
44 Nishi-Nippon Shimbun Japan 1,025
45 Kronen Zeitung Austria 1,009
46 WAZ Mediengruppe Germany 1,001
47 United Daily News Taiwan 1,000
48 China Times Taiwan 1,000
49 Daily Sports Japan 999
50 The Hindu India 989
51 Hindustan India 957
52 Beijing Evening News China 950
53 Mathrubhumi India 904
54 Los Angeles Times USA 902
55 Information Times China 900
56 Daily News Thailand 900
57 Al-Ahram Egypt 900
58 Peninsula City News China 860
59 Kom Chad Luek Thailand 850
60 Kyoto Shimbun Japan 825
61 Kobe Shimbun Japan 821
62 Punjab Kesari India 817
63 Komsomolskaya Pravda Russia 817
64 Rajasthan Patrika India 804
65 Dahe Newspaper China 796
66 Chugoku Shimbun Japan 789
67 Ouest France France 783
68 Daily Sakai India 783
69 Jang Pakistan 775
70 AJ India 759
71 De Telegraaf The Netherlands 753
72 Qianjiang Evening News China 750
73 Qilu Evening News China 750
74 Nanfang Daily China 750
75 Daily Thanthi India 750
76 Moskovskiy Komsomolets Russia 750
77 Sandesh India 743
78 Daily Express UK 720
79 New York Daily News USA 715
80 The Washington Post USA 708
81 Daily Star UK 705
82 Today Evening News China 699
83 New York Post USA 686
84 Corriere della Sera Italy 677
85 Wuhan Evening News China 660
86 Modern Express China 651
87 Yanzhao Metro Daily China 650
88 Metro Express China 650
89 Zeitungsgruppe Koln Germany 628
90 Kahoku Shimpo Japan 622
91 La Repubblica Italy 622
92 Trud Russia 613
93 Beijing Youth Daily China 606
94 Chicago Tribune USA 601
95 New Express China 600
96 Daily Sunshine China 600
97 Matichon Thailand 600
98 Khao Sod Thailand 600
99 Apple Daily Taiwan 600
100 Min Sheng Pao Taiwan 600
Source
World Press Trends, the World Association of Newspapers, 2005
www.wan-press.org/rubrique75.html
((Note: Newspapers in some countries do not submit their figures to independent Audit Bureaux of Circulation. In these cases, figures are provided by the publishers themselves or other sources and cannot be verified independently. Publication in this list does not imply that WAN endorses these figures).
10/01/2006
O amor é uma droga pesada - Arnaldo Jabor

"O verdadeiro amor é impossível, logo só o amor impossível é o verdadeiro amor. Saí do cinema onde fui ver “2046”, do chinês Wong Kar Wai, pensando nisso. Saí do cinema como de um sonho barroco, manchado, molhado por uma grande massa de cores e sons, de rostos, gestos, mãos, gemidos, dores e gozos. Saí como um drogado, viajando ainda num LSD, uma mescalina da pesada, saí de um milagre alucinado. Vi uma coisa rara: um filme que é o que ele conta. Explico: 2046 seria, no filme, o ano futuro onde tudo seria imutável, lembrado. E agora, quando escrevo, vejo que o tal lugar em 2046 é a própria obra. Entramos neste filme como numa utopia, um lugar úmido, denso, esfumado, chuvoso, cambiante, onde estaríamos no lugar, na terra da paixão. Kar Wai é um grande artista que faz uma súmula de influências do melhor cinema ocidental e realiza um filme híbrido como Hong Kong, oriental para o ocidente, diferente do que esperamos de um filme chinês. E por ele, como pelo primeiro Zhang Ymou, vemos que a cultura erótica chinesa atravessou cinco mil anos incólume, mesmo depois das revoluções maoístas e da China recente dos escravos globalizados. Muito mais sofisticado que europeus e americanos.
É um filme fragmentário sobre o fragmentário das emoções de hoje. Ali estão pedaços de “Blade Runner”, ecos dos Krells do “Planeta proibido” (lembram, cinéfilos?), ali está Jupiter de “2001”, ali estão emblemas e ícones dos filmes noir da Warner, ali está Godard na descontinuidade narrativa, ali estão confusos cacos de Ocidente e Oriente, uma Hong Kong da alma, músicas tropicais, Nat King Cole e ópera, “Siboney” e a “Norma” de Bellini. Que banho... que cineasta admirável!
Em “2046”, tema e matéria se misturam numa massa indissolúvel.
Tudo neste filme é uma exposição da “parcialidade” do erotismo contemporâneo. (Exemplo brasileiro: a bunda substituindo a mulher inteira) A primeira vista parece uma louvação da perversão, do fetichismo, do erotismo das “partes”, do “amor em pedaçõs”. No entanto, Kar Wai está além do fetichismo, além da perversão. Ele retrata (sem teses, claro) a imagerie do erotismo contemporâneo que “esquarteja” o corpo humano. Vejam as artes gráficas, fotos de revistas de arte, como “Photo” (ou em Tarantino), onde tudo é (reparem) decepado, dividido, pés, sapatos, escarpins negros, unhas pintadas, bocas vermelhas, paus, seios, corpos imitando coisas, tudo solto como num abstrato painel. Tudo evoca a impossibilidade saudosa de um “objeto total”, da pessoa inteira..
Uma das marcas do século XXI é o fim da crença na plenitude, na inteireza, seja no sexo, no amor ou na política.
Aí, chega o Kar Wai e, poeticamente, intui esse novo mundo afetivo e sexual.
Kar Wai não sofre por um tempo sem amor, como nos filmes que “acabam mal”, sem happy end . “2046” não lamenta a impossibilidade do amor. Não, ele a celebra. Para Kar Wai (e para muitos de nós), só o parcial é gozoso. Só o parcial nos excita, como a saudade de uma plenitude que não chega nunca. Kar Wai assume essa parcialidade, a incompletude como única possibilidade humana. E acha isso bom. E, num filme romântico, nostálgico e dolente, goza com isso. Nada mais delicioso que o amor impossível. E, como canta o samba, “quem quiser conhecer a plenitude, vai ter de sofrer, vai ter de chorar...”. Ou, “O amor é uma droga pesada”, título de livro de Maria Rita Khel.
Kar Wai nos apresenta a droga pesada do século XXI: a paixão.
Ele é o quê? Um romântico-punk, um pierrô pos-utópico? É por aí... um chinês neurótico dando aula para ocidentais.
O amor em Kar Wai, para ser eterno, tem de ficar eternamente irrealizado. A droga não pode parar de fazer efeito e, para isso, a prise não pode passar. Aí, a dor vem como prazer; a saudade, como misticismo; a parte, como o todo; o instante, como eterno. E, atenção, não falo de masoquismo: falo de um espirito do tempo.
Hoje em dia, não há mais uma explícita, uma clara noção do que seria felicidade, como antigamente. O que é ser feliz? Onde está a felicidade no amor e sexo? No casamento? Em 2046, o ano mítico do filme?
Kar Wai não lamenta o fim da felicidade, mas o saúda. Como diz a musica do Vinicius, “é melhor viver do que ser feliz...”, coisa que muito careta não entende.
Este filme mostra que hoje, sem sabermos com clareza, achamos que é bom ansiar por um gozo desconhecido, é bom sofrer numa metafisica passional, é bom a saudade, a perda, tudo, menos a insuportável felicidade. Assim, o amor vira uma maravilhosa aventura de utopia, uma experiência religiosa, como a fé, que resiste a todos os massacres e terremotos e guerras. Em vez da felicidade, o gozo, o gozo rápido do sexo ou o longo sofrimento gozoso do amor. Como no filme, não há mais felicidade, só as fortes emoções, a deliciosa dor, as lágrimas, hotéis desertos, luzes mortiças, a chuva, o nada.
Como esse filme aponta, o amor hoje é um cultivo da “intensidade” contra a “eternidade”. Toda a cultura do cinema tende para a idéia de redenção, esperança, mas “2046” não lamenta o fim do happy end . Não. É bom que acabe esta mentira do idealismo romântico americano, para animar o otimismo familiar e produtivo, pois na verdade tudo acaba mal na vida. Não se chega a lugar nenhum porque não há aonde chegar.
Tudo bem buscarmos paz e sossego, tudo bem nos contentarmos com o calmo amor, com um “agapê”, uma doce amizade dolorida e nostálgica do tesão, tudo bem... Mas a chama da droga pesada amor só vem com o impalpável. E isso é bom. Temos que acabar com a idéia de felicidade fácil. Enquanto sonharmos com a plenitude, seremos infelizes. Só o amor impossível nos põe em contato com um arco-íris de sentimentos desconhecidos. A felicidade não é sair do mundo, como privilegiados seres, como estrelas de cinema, mas é entrar em contato com a trágica substância de tudo, com o não-sentido, das galáxias até o orgasmo.
E tem mais... este artigo não é pessimista. Temos de ser felizes sem esperanças."
Texto de Arnaldo Jabor retirado de http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/jabor.asp
Recomendo ainda que ouçam as crónicas em http://radioclick.globo.com/cbn/comentarios/arnaldojabor.asp
09/01/2006
PRESIDENCIAIS 2006: A dificuldade da esquerda no contexto económico actual

É indiscutível a dificuldade da esquerda em lutar contra o único candidato da direita nestas presidenciais. Aliás não há memória de uma tão grande dificuldade e de uma tão grande diferença percentual entre o primeiro candidato da esquerda e o candidato da direita. Os políticos e os média têm tendência a fazer-nos pensar que isso se deve mais aos próprios candidatos e aos partidos do que às suas ideologias, porque aliás os partidos e os candidatos pouco as discutem (muitas vezes "camuflados" pelo que dizem que deve ser o papel do presidente da república que é ficar de boca fechada em vários assuntos). Mas será só isso?
No actual contexto económico, qual é o valor primordial? O crescimento económico. Só depois aparecem o desemprego, a competitividade das empresas, e outros que todos conhecemos. Ora, vários países nos demonstram que actualmente o crescimento económico não está directamente ligado ao aumento de empregos. Pelo contrário, não raras vezes o crescimento económico acontece porque as empresas obtiveram mais lucros através do short-sizing, ou seja diminuição do seu número de colaboradores. Recentemente temos assistido, ainda de ano para ano, em Portugal a aumentos salariais manifestamente baixos em relação à inflação o que também favorece as empresas. O que acontece por consequência é que o poder de compra dos portugueses, bem como a sua qualidade de vida diminui. Surge a loucura dos preços baixos e de fraca qualidade. Tudo para que os lucros e a competitividadede das empresas seja forte e por consequência haja crescimento económico. Só que com o desemprego vem maiores gastos do Estado. E o Estado sofre com as suas próprias políticas.
Mas o que vêem os portugueses e os cidadãos do mundo de uma forma geral? Que os últimos contra quem é sensato revoltarem-se são os patrões. Porque para os patrões é simples...despede-se um e contrata-se outro. Aliás o mercado está óptimo para quem contrata (pior para quem procura emprego).
Aí está a dificuldade da ideologia de esquerda que está gasta desde há muito porque o comunismo e o socialismo parecem ter resultado unicamente em mais despedimentos, por haver maiores gastos com o bem-estar social, segurança social, subsídios de desemprego, subsídios de férias, 13os meses, etc. Ou seja, a esquerda não dá mais esperança aos cidadãos do mundo e eles voltam-se à direita desiludidos. O discurso de direita pelo contrtário, cola-se aqueles que têm muito dinheiro, os empresários de sucesso, e outros profissionais de sucesso e parece querer dizer ao povo que o povo tem todas as possibilidades de deixar de ser povo e passar a ser tambem um profissional rico e de sucesso. E isso dá mais esperança actualmente do que a ideologia de esquerda. Por isso actualente em condições normais, a direita vence a esquerda na Europa, salvo qualquer caso de enorme descontentamento com as caras que formam a direita como foi o caso de Santana Lopes.
A grande questão que se coloca é: Será possível reinventar a esquerda e fazer crescer o nível dos salários e a qualidade de vida das pessoas ao mesmo tempo que as empresas se tornam mais competitivas e aumentam os seus lucros?" Pelo menos, na Escandinávia parece que é possível...
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