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22/08/2014

Fotos do exemplar zero de "O milagre de Yousef"

E pronto... aí está a versão em papel de "O milagre de Yousef". Não podia esperar mais  Dentro de 3-5 dias está disponível na Amazon.com e na Amazon Europe. Deixarei aqui os links.






18/08/2014

O milagre de Yousef

Está aí o meu melhor romance até hoje "O milagre de Yousef"

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omilagredeyousef.wordpress.com


Março de 2002. Um terrorista islâmico acorda amnésico algures numa ilha do Mediterrâneo, sem qualquer réstia de memória e, por isso, totalmente livre do seu passado. É um momento único de renascimento e uma oportunidade de abordar a vida sem quaisquer crenças, sem quaisquer dados programados na mente. Simultaneamente, a rapariga que está ao seu lado na hora deste mágico despertar ficar-lhe-á para sempre tatuada na alma. 
A biografia de Yousef é narrada tendo como pano de fundo diversos momentos históricos como o nascimento da Al-Qaeda, a Guerra do Afeganistão e o 11 de Setembro, numa mistura de ficção e realidade histórica. Esta narrativa pulsante e de emoções fortes oferece também uma perspectiva rara do choque cultural entre o mundo árabe e o mundo ocidental, oriente e ocidente, cristianismo e islão.

05/06/2009

A Insólita Dança da Multidão

V. vai pela rua adiante, voa por entre a multidão ou, pelo menos, é como se o fizesse porque não sente quem lá vai de tão alheado. De súbito, surge um som estranho no seu ouvido. Aterrado, deita a mão ao ouvido. O ruído não pára. É de uma música, tipo rock. Consegue ouvir a bateria constante marcando ritmo, uma guitarra, um baixo, uma voz. Não consegue diminuir nem aumentar o volume nem tão pouco fazê-lo parar e com isso fica apavorado. Julga estar já a sangrar do ouvido mas passando os dedos pela orelha verifica que não. A certa altura o ritmo penetra mais fundo nele e eis que desata a dançar. Não consegue parar. Mexe-se com desenvoltura, como nunca teve. À sua volta a maioria das pessoas deita-lhe olhares desdenhosos perante aquela estranha exibição. Porém, uma rapariga que por ali passa deita as mãos aos ouvidos, vê-se-lhe um esgar de terror e, pouco depois desata a dançar ao lado de V. com igual desenvoltura. São agora dois e uma parte da multidão pára e ali fica a observar o insólito espectáculo. Alguns julgam-se perante uma forma de arte contemporânea outros simplesmente perante um casal de mendigos e chegam mesmo a voar moedas que tilintam no chão aos pés dos dois dançarinos extasiados que já começam a suar mas denotam agora puro êxtase. Junta-se então um terceiro dançarino e um quarto…em menos de dez minutos são já dezenas de pessoas dançando extasiadas com a maior das perícias e a maior das sensualidades, rodopiando, abanando-se, contorcendo-se ao ritmo do som que vagueia sem parar nos seus ouvidos.

18/06/2008

Último Papa chega à China

A editora Rye Field Publication (a division of Cite Publishing Group) vai publicar O ÚLTIMO PAPA na China.

Enquanto isso, em Portugal, pouco se ouve sobre isto a não ser algumas notas soltas pela Agência Lusa, apesar dos direitos da obra já terem sido adquiridos em lugares tão diferentes como Brasil, Indonésia, Polónia e muitos outros. Em Agosto será a vez da obra ser lançada nos E.U.A.

http://www.luismiguelrocha.com/
http://amigosdoalheio.blogs.sapo.pt/

10/02/2008

Festa do Livro no Mercado Ferreira Borges no Porto

O conceito é simples: livros expostos ao longo de mesas compridas, como de banquete. A oportunidade para os potenciais leitores é ainda melhor: milhares de livros expostos que normalmente estão nas prateleiras das fnacs e bertrands do país porque nesses espaços o processo é continuamente antropofágico. Os últimos lançamentos comem os antigos (ou seja, lançam-nos para o anonimato das prateleiras) e aí, ou vemos um dado livro nas semanas subsequentes ao seu lançamento ou então só por referência em algum meio de comunicação é que nos voltaremos a deparar com ele. E se não o compramos enquanto ele ainda escapa às prateleiras, depois corremos o risco de o esquecermos para sempre. O Mercado Ferreira Borges faz atrasar o ritmo do tempo dos livros. Podemos ver vários livros, de vários temas, lançados nos últimos anos, com a vantagem de não haver livros em prateleiras - estão todos expostos com a bonita arte gráfica das capas à vista. As prateleiras, muito úteis para armazenar o máximo de livros possível, são óptimas para esconder os livros dos potenciais leitores. Chego a pensar num conceito novo de livraria: uma livraria sem prateleiras. Quem sabe alguém pega na ideia?

A feira estará aberta até ao próximo dia 24 de Fevereiro até às 20h.

23/01/2008

O mundo editorial nacional

A minha crónica de ontem no Primeiro de Janeiro:
"O mundo editorial nacional fervilha e passa pelo mesmo crivo que afecta revistas, jornais e canais televisivos ao mesmo tempo que nascem grandes grupos editoriais como nunca houve. Neste contexto..." - o resto do artigo encontra-se aqui.

21/01/2008

Paul Levinson no Second Life

Foi assim a apresentação de Paul Levinson, cujos trabalhos se encontram traduzidos em doze idiomas, ontem às 20h portuguesas, 12h SLT (para quem não está familiar com estas coisas do Second Life, SLT é Second Life Time e é igual a hora norte-americana do Pacífico), na Book Island. Primeiro registo: a pontualidade parece imperar no Second Life. Paul Levinson apresentou-se, falou sobre o seu modo de escrever, leu um trecho do Silk Code e houve sessão de perguntas e respostas. Entre outras coisas, consegui apurar que o escritor nova iorquino tem três livros editados em Portugal, entre os quais o Silk Code.

20/01/2008

13, Shakespeare St, Book Island, Second Life

É este o meu endereço, um reduto português (na origem, mas que se quer lusófono e internacional) na Book Island e no Second Life. Aqui fica uma foto depois do exaustivo dia de mudanças (tal e qual como na vida real). Lá está, para já, o meu outro eu, Milan Prospero, o Poker, uma luz que indica se estou "inworld" ou não, uma mesa para conversar e, sobre ela, caipirinha, martini, cerveja e vinho. O resto está na imagem abaixo e, gradualmente, o aspecto deste espaço será melhorado. Estão todos convidados.
Paralelamente, hoje às 20h (hora portuguesa), o escritor Paul Levinson fará uma apresentação na Book Island.

19/11/2007

Caçador de Dons

Passa-se a palavra, directamente do local certo, sobre a mais nova e terceira obra de Paz Kardo, "O Caçador de Dons", que será lançada no dia 8 de Dezembro e promete valer muito a pena:

"O CAÇADOR DE DONS" será o terceiro romance de Paz Kardo, depois dos romances "Ausência", Ed. Minerva/2005 e "Não há Certezas", Edições EC/2006.Trata-se de um romance de um teor psicológico muito elevado e com um tipo de linguagem muito directa, onde os principais protagonistas se assumem como os próprios narradores da peripécia que se vai desenrolando ao longo da história...A história de um mundo pequeno em que todas as personagens têm uma forte ligação entre si mesmas, mesmo que não o saibam. Pessoas perturbadas, crianças com amigos imaginários, gente que se agarra à profissão para esquecer tudo o resto, homosexuais com crises de identidade, adolescentes revoltados, mulheres frustradas, homens ambiciosos, seres que se cruzam todos os dias sem darem conta das perturbações uns dos outros..."

http://noticiaseapresentacoes-s.blogspot.com

15/11/2007

SPA e APEL contestam a ratificação do Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico sem debate público e institucional

O circo da polémica está montado para uma longa discussão em torno da ratificação do Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico. A tendência, hoje em dia, é uniformizar tudo mas a longo prazo, a uniformização, na esmagadora maioria dos casos, só beneficia os grandes pois uniformiza-se geralmente para uma plataforma sempre mais próxima daquele(s) que tem maior poder de negociação que, neste caso, com 180 milhões de habitantes, será indubitavelmente o Brasil. Embore ame a língua brasileira como ela é, também amo a portuguesa, a angolana, a crioula, a moçambicana e todas as outras que emanaram do português de Portugal e a fizeram evoluir para vocábulos tropicais, quentes, africanos, sul-americanos, asiáticos, ilhéus, continentais, associados a diferentes músicas e ritmos, fruto da confluência de vários povos e entrando num mundo de palavras mágicas e maravilhosas onde o português de Portugal ou o português do Brasil, por si só, não poderiam nunca alcançar. Assim, porque não manter todo este património tal como ele é, assim cosmopolita, maravilhoso e deixá-lo continuar a sua evolução livre de novas amarras? Porquê uniformizar tudo num idioma uniforme, uníssono, desnudado da sua identidade própria do povo e do lugar onde nasceu quando é a sua imensa variedade que dá cor, vida e alma à língua portuguesa?
Acima, o mapa da lusofonia, tirado do Wikipedia.

29/10/2007

História de uma Sereia (Ensaio)

Como as notas saltitantes, suadas e quentes de um belo jazz ou de uma bossa nova, ergo-me de uma vez, decidido a mergulhar. Corro, sacudindo um torrões de areia fina à minha passagem até penetrar na água morna e transparente, e aí fico o mais que posso. Quando, finalmente, a falta de ar me força a sair daquela placenta maravilhosa, daquele aconchego húmido, sou forçado a franzir o sobrolho já que o poderoso sol me bate em cheio nos olhos. Apenas consigo ver uma silhueta feminina esplêndida, digna da mais bela das sereia a mergulhar ao meu lado. Aguardo ansiosamente que ela se erga, que lhe falte também o ar depressa para que a possa mirar de novo e eis que ela emerge no seu corpo doirado de sereia. De sereia que seja feita pra mim, peço eu aos céus nesse instante. Eu já não tenho olhos para mais nada mas ela finge que não me vê, finge que não tem coração que é mais peixe do que mulher mas os meus olhos dizem o contrário, que ela 110% mulher. Ela tenta afastar-se com braçadas perfeitas e eu vou atrás. A certa altura ela olha para trás e quase decide parar mas prossegue no mesmo sentido. Se eu olhasse para trás com certeza veria que nos afastamos demais do mar, que coloco a minha vida em perigo, que o nadador salva-vidas já está a pegar no seu apito para me chamar, mas a minha mente está só nela, naquele corpo doirado, naquela garota de ipanema e sigo, sempre atrás dela. Só que, a certa altura, as forças faltam-me e ela começa a afastar-se, não dá parte de fraca. O único fraco sou eu de corpo e coração. Vejo-a olhar para trás e sorrir um sorriso maroto que me põe forte de novo, que me resgata as últimas forças do corpo. Seguir-te-ei onde for preciso sereia minha! Até aos confins deste oceano! Até que ela pára, olha para mim com um olhar terno e diz: “tolo, fui tua desde o início!”. Acordo em suores, a minha mulher está quase a dar-me uma bofetada na cara já que eu a preocupo com os meus espasmos oníricos, com as minhas ridículas poses de sonhador ali naquela cadeira de praia, uma caipirinha atirada ao chão e a minha mulher...é ela a minha sereia, claro! Dou-lhe um beijo profundo sentido e digo-lhe as palavras que, para ela não são mais do que delírios ridículos mas gostosos: “Vem aqui minha sereia!”.

21/10/2007

Com Rio das Flores e o Sétimo Selo, Miguel Sousa Tavares e José Rodrigues dos Santos abalam o mercado editorial português

Miguel Sousa Tavares e José Rodrigues dos Santos lançam este mês de Outubro os seus mais recentes trabalhos, respectivamente, Rio das Flores (Oficina do Livro) e O Sétimo Selo (Gradiva). Ambos têm em comum o gosto pela teia do romance histórico, talvez devido às suas veias jornalísticas mas não só. Contudo José Rodrigues dos Santos, move-se depois para uma mescla de história, técnica, ciência e suspense enquanto Sousa Tavares se remete mais para o romanesco, para a nostalgia, para o amor à terra, para o político, para o sentimental e para a ligação da história com a pátria numa narrativa mais alongada e descritiva e com menos suspense e acção nos seus capítulos do que o pivô da RTP.
É assim que chegam Rio das Flores e O Sétimo Selo ao mercado editorial português com edições pouco vistas por cá (1ª Edição de 100,000 exemplares no caso de Rio das Flores) que se aliam a outros títulos fortes como Bala Santa de Luís Miguel Rocha, num ano em que também já tivemos o prazer de ver sair outros títulos fantásticos como As Mulheres do Meu Pai de José Eduardo Agualusa. Quem gosta de ler só pode ficar imensamente agradado com esta revolução no panorama literário portugês com tantos autores de qualidade que conseguem alargar significativamente o número e o tipo de leitores em Portugal e granjear imenso louvor também no estrangeiro. A literatura consegue, finalmente, penetrar de forma transversal, várias classes sociais, idades, religiões, ideias e preconceitos. É assim que se ganha o gosto pelos livros e, nesse capítulo, o nosso país parece estar a ganhar terreno.

30/09/2007

Vida de pena

Uma pena cai e, riscando o ar lenta e elegantemente, volteia, uma e outra vez, acabando por entrar por uma janela semi-aberta. Lá dentro, um casal discute. Erguem a voz, enfrentam-se com fervor, vociferam como fazem as pessoas quando já perderam a cabeça, ou seja, com palavras que julgaram nunca ser capazes de proferir e que ferem bem no fundo do alma. A pena, estendida sobre um tapete surrado a tudo assiste, inclusivé ao golpe impetuoso da mão dele na cara dela. Os olhos dele, vermelhos, vibrantes, reparam na evidência da sua extrema irracionalidade e ele sai explodindo com enorme estrondo a porta na parede. Com a correnteza de ar que se forma, a pena sobe no ar e volta a voar e, antes de deixar aquele quarto pela mesma janela por onde entrou, ainda vê a mulher cair num pranto de lágrimas e soluços nervosos. E a pena, volteia, uma e outra vez, até cair na soleira de uma porta que acaba de se abrir. Lá dentro uma senhora recebe o carteiro que lhe deixa um pacote e um molho de cartas. Tudo ela larga no chão, assim que o carteiro lhe vira as costas, excepto uma preciosa carta, com um selo bonito, vistoso e proveniência do Brasil. “Meu José!”, exclama olhando a carta, enternecida, e aperta o sobrescrito fortemente contra o peito, as lágrimas começando a assomar-lhe aos olhos. A pena sensibilizada, de tão coração-mole que é, tem os olhos postos e concentrados naquela senhora quando ela, sem lhe notar a presença, lhe fecha a porta e a coloca de novo, no ar, em movimento, volteando uma e uma vez mais, à espera de saber o que lhe reserva o mundo a seguir.

29/08/2007

Francis Ford Coppola, realizador e industrial vinícola de Napa Valley, em Florianopolis

Não admira que Francis Ford Coppola esteja interessado num resort em Florianopolis, só demonstra que ele tem olho e bom gosto para os lugares de encanto especial. Antes de Florianopolis, correm notícias de que esteve em Buenos Aires onde quer abrir uma produtora e, como se sabe, tem a sua indústria vinícola em Napa Valley na Califórnia (tal como um tal Sr. Bill Maxwell que provavelmente até terá conhecido bem...) Eu nao escolheria melhor estes locais encantadores e mágicos para estabelecer negócios e para uma boa história...

02/08/2007

A pior abertura de um romance em língua inglesa

"Gerald começou - mas foi interrompido por um assobio cortante que custou a ele 10% de sua audição permanente, como aconteceu a todo mundo em um raio de 10 milhas da erupção, não que isso importasse muito porque para eles 'permanente' significava os próximos dez minutos ou até eles serem enterrados pela lava ou sufocados pelas cinzas - a mijar." Para mais clique aqui para um artigo da Globo ou visite o site do concurso para outras aberturas péssimas premiadas.

29/05/2007

O que nos diz Hemingway sobre amar alguém

Excerto do livro "Por Quem os Sinos Dobram", Ernest Hemingway, final do cap. XXVI - Monólogo de Robert Jordan

"...E faço bem em amar Maria?"
"Sim, - respondeu a outra parte de si próprio."
"Mesmo que não exista a coisa a que chamam amor, numa sociedade de concepção puramente materialista?"
"E desde quando tens tu essa concepção? - perguntou a outra parte do seu eu. - "Nunca a tiveste e nunca a poderás ter - respondeu a si próprio. Marxista sincero não o és, e bem sabes disso. Acreditas em Liberdade, Igualdade e Fraternidade, acreditas na Vida, na Liberdade e na Procura da Felicidade. Não te enleies muito em dialécticas. Elas são para muitos, mas não são para ti. Deves conhecê-las para não teres um ar de ludibriado."

(...)

"E ainda mais. Não dês cabo da cabeça por causa do teu amor por qualquer. É que a maior parte das pessoas não tem a sorte de o ter. Tu nunca pensaste em amar ninguém. Nunca soubeste o que isso era, e agora sabes."

13/03/2007

RELIPES - Relações Linguísticas e Literárias entre Portugal e Espanha 2007


RELIPES III, Universidade da Beira Interior
18, 19 e 20 de Abril de 2007

Informação extraída do site www.relipes.net

"Carlos Marzal, Mário Cláudio, Fernando Pinto do Amaral são alguns dos escritores que confirmaram já a sua presença no RELIPES III. Estará também presente neste congresso o realizador espanhol Benito Zambrano, autor de “Solas”. Este encontro académico, que terá lugar na UBI nos dias 18, 19 e 20 de Abril de 2007, servirá para apresentar o livro onde se reúne a investigação realizada no âmbito do projecto RELIPES. Haverá sessões dedicadas à Linguística e à Literatura, bem como conferências interdisciplinares mais abertas a outras áreas do saber peninsular."

© Gonçalo Coelho