22/08/2014
Fotos do exemplar zero de "O milagre de Yousef"
18/08/2014
O milagre de Yousef

omilagredeyousef.wordpress.com
A biografia de Yousef é narrada tendo como pano de fundo diversos momentos históricos como o nascimento da Al-Qaeda, a Guerra do Afeganistão e o 11 de Setembro, numa mistura de ficção e realidade histórica. Esta narrativa pulsante e de emoções fortes oferece também uma perspectiva rara do choque cultural entre o mundo árabe e o mundo ocidental, oriente e ocidente, cristianismo e islão.
05/06/2009
A Insólita Dança da Multidão
V. vai pela rua adiante, voa por entre a multidão ou, pelo menos, é como se o fizesse porque não sente quem lá vai de tão alheado. De súbito, surge um som estranho no seu ouvido. Aterrado, deita a mão ao ouvido. O ruído não pára. É de uma música, tipo rock. Consegue ouvir a bateria constante marcando ritmo, uma guitarra, um baixo, uma voz. Não consegue diminuir nem aumentar o volume nem tão pouco fazê-lo parar e com isso fica apavorado. Julga estar já a sangrar do ouvido mas passando os dedos pela orelha verifica que não. A certa altura o ritmo penetra mais fundo nele e eis que desata a dançar. Não consegue parar. Mexe-se com desenvoltura, como nunca teve. À sua volta a maioria das pessoas deita-lhe olhares desdenhosos perante aquela estranha exibição. Porém, uma rapariga que por ali passa deita as mãos aos ouvidos, vê-se-lhe um esgar de terror e, pouco depois desata a dançar ao lado de V. com igual desenvoltura. São agora dois e uma parte da multidão pára e ali fica a observar o insólito espectáculo. Alguns julgam-se perante uma forma de arte contemporânea outros simplesmente perante um casal de mendigos e chegam mesmo a voar moedas que tilintam no chão aos pés dos dois dançarinos extasiados que já começam a suar mas denotam agora puro êxtase. Junta-se então um terceiro dançarino e um quarto…em menos de dez minutos são já dezenas de pessoas dançando extasiadas com a maior das perícias e a maior das sensualidades, rodopiando, abanando-se, contorcendo-se ao ritmo do som que vagueia sem parar nos seus ouvidos.
22/10/2008
18/06/2008
Último Papa chega à China
A editora Rye Field Publication (a division of Cite Publishing Group) vai publicar O ÚLTIMO PAPA na China.Enquanto isso, em Portugal, pouco se ouve sobre isto a não ser algumas notas soltas pela Agência Lusa, apesar dos direitos da obra já terem sido adquiridos em lugares tão diferentes como Brasil, Indonésia, Polónia e muitos outros. Em Agosto será a vez da obra ser lançada nos E.U.A.
http://www.luismiguelrocha.com/
http://amigosdoalheio.blogs.sapo.pt/
10/02/2008
Festa do Livro no Mercado Ferreira Borges no Porto
A feira estará aberta até ao próximo dia 24 de Fevereiro até às 20h.
23/01/2008
O mundo editorial nacional
"O mundo editorial nacional fervilha e passa pelo mesmo crivo que afecta revistas, jornais e canais televisivos ao mesmo tempo que nascem grandes grupos editoriais como nunca houve. Neste contexto..." - o resto do artigo encontra-se aqui.
21/01/2008
Paul Levinson no Second Life
20/01/2008
13, Shakespeare St, Book Island, Second Life
19/11/2007
Caçador de Dons
"O CAÇADOR DE DONS" será o terceiro romance de Paz Kardo, depois dos romances "Ausência", Ed. Minerva/2005 e "Não há Certezas", Edições EC/2006.Trata-se de um romance de um teor psicológico muito elevado e com um tipo de linguagem muito directa, onde os principais protagonistas se assumem como os próprios narradores da peripécia que se vai desenrolando ao longo da história...A história de um mundo pequeno em que todas as personagens têm uma forte ligação entre si mesmas, mesmo que não o saibam. Pessoas perturbadas, crianças com amigos imaginários, gente que se agarra à profissão para esquecer tudo o resto, homosexuais com crises de identidade, adolescentes revoltados, mulheres frustradas, homens ambiciosos, seres que se cruzam todos os dias sem darem conta das perturbações uns dos outros..."
http://noticiaseapresentacoes-s.blogspot.com
15/11/2007
SPA e APEL contestam a ratificação do Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico sem debate público e institucional
O circo da polémica está montado para uma longa discussão em torno da ratificação do Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico. A tendência, hoje em dia, é uniformizar tudo mas a longo prazo, a uniformização, na esmagadora maioria dos casos, só beneficia os grandes pois uniformiza-se geralmente para uma plataforma sempre mais próxima daquele(s) que tem maior poder de negociação que, neste caso, com 180 milhões de habitantes, será indubitavelmente o Brasil. Embore ame a língua brasileira como ela é, também amo a portuguesa, a angolana, a crioula, a moçambicana e todas as outras que emanaram do português de Portugal e a fizeram evoluir para vocábulos tropicais, quentes, africanos, sul-americanos, asiáticos, ilhéus, continentais, associados a diferentes músicas e ritmos, fruto da confluência de vários povos e entrando num mundo de palavras mágicas e maravilhosas onde o português de Portugal ou o português do Brasil, por si só, não poderiam nunca alcançar. Assim, porque não manter todo este património tal como ele é, assim cosmopolita, maravilhoso e deixá-lo continuar a sua evolução livre de novas amarras? Porquê uniformizar tudo num idioma uniforme, uníssono, desnudado da sua identidade própria do povo e do lugar onde nasceu quando é a sua imensa variedade que dá cor, vida e alma à língua portuguesa?Acima, o mapa da lusofonia, tirado do Wikipedia.
29/10/2007
História de uma Sereia (Ensaio)
Como as notas saltitantes, suadas e quentes de um belo jazz ou de uma bossa nova, ergo-me de uma vez, decidido a mergulhar. Corro, sacudindo um torrões de areia fina à minha passagem até penetrar na água morna e transparente, e aí fico o mais que posso. Quando, finalmente, a falta de ar me força a sair daquela placenta maravilhosa, daquele aconchego húmido, sou forçado a franzir o sobrolho já que o poderoso sol me bate em cheio nos olhos. Apenas consigo ver uma silhueta feminina esplêndida, digna da mais bela das sereia a mergulhar ao meu lado. Aguardo ansiosamente que ela se erga, que lhe falte também o ar depressa para que a possa mirar de novo e eis que ela emerge no seu corpo doirado de sereia. De sereia que seja feita pra mim, peço eu aos céus nesse instante. Eu já não tenho olhos para mais nada mas ela finge que não me vê, finge que não tem coração que é mais peixe do que mulher mas os meus olhos dizem o contrário, que ela 110% mulher. Ela tenta afastar-se com braçadas perfeitas e eu vou atrás. A certa altura ela olha para trás e quase decide parar mas prossegue no mesmo sentido. Se eu olhasse para trás com certeza veria que nos afastamos demais do mar, que coloco a minha vida em perigo, que o nadador salva-vidas já está a pegar no seu apito para me chamar, mas a minha mente está só nela, naquele corpo doirado, naquela garota de ipanema e sigo, sempre atrás dela. Só que, a certa altura, as forças faltam-me e ela começa a afastar-se, não dá parte de fraca. O único fraco sou eu de corpo e coração. Vejo-a olhar para trás e sorrir um sorriso maroto que me põe forte de novo, que me resgata as últimas forças do corpo. Seguir-te-ei onde for preciso sereia minha! Até aos confins deste oceano! Até que ela pára, olha para mim com um olhar terno e diz: “tolo, fui tua desde o início!”. Acordo em suores, a minha mulher está quase a dar-me uma bofetada na cara já que eu a preocupo com os meus espasmos oníricos, com as minhas ridículas poses de sonhador ali naquela cadeira de praia, uma caipirinha atirada ao chão e a minha mulher...é ela a minha sereia, claro! Dou-lhe um beijo profundo sentido e digo-lhe as palavras que, para ela não são mais do que delírios ridículos mas gostosos: “Vem aqui minha sereia!”.
21/10/2007
Com Rio das Flores e o Sétimo Selo, Miguel Sousa Tavares e José Rodrigues dos Santos abalam o mercado editorial português
É assim que chegam Rio das Flores e O Sétimo Selo ao mercado editorial português com edições pouco vistas por cá (1ª Edição de 100,000 exemplares no caso de Rio das Flores) que se aliam a outros títulos fortes como Bala Santa de Luís Miguel Rocha, num ano em que também já tivemos o prazer de ver sair outros títulos fantásticos como As Mulheres do Meu Pai de José Eduardo Agualusa. Quem gosta de ler só pode ficar imensamente agradado com esta revolução no panorama literário portugês com tantos autores de qualidade que conseguem alargar significativamente o número e o tipo de leitores em Portugal e granjear imenso louvor também no estrangeiro. A literatura consegue, finalmente, penetrar de forma transversal, várias classes sociais, idades, religiões, ideias e preconceitos. É assim que se ganha o gosto pelos livros e, nesse capítulo, o nosso país parece estar a ganhar terreno.
30/09/2007
Vida de pena
Uma pena cai e, riscando o ar lenta e elegantemente, volteia, uma e outra vez, acabando por entrar por uma janela semi-aberta. Lá dentro, um casal discute. Erguem a voz, enfrentam-se com fervor, vociferam como fazem as pessoas quando já perderam a cabeça, ou seja, com palavras que julgaram nunca ser capazes de proferir e que ferem bem no fundo do alma. A pena, estendida sobre um tapete surrado a tudo assiste, inclusivé ao golpe impetuoso da mão dele na cara dela. Os olhos dele, vermelhos, vibrantes, reparam na evidência da sua extrema irracionalidade e ele sai explodindo com enorme estrondo a porta na parede. Com a correnteza de ar que se forma, a pena sobe no ar e volta a voar e, antes de deixar aquele quarto pela mesma janela por onde entrou, ainda vê a mulher cair num pranto de lágrimas e soluços nervosos. E a pena, volteia, uma e outra vez, até cair na soleira de uma porta que acaba de se abrir. Lá dentro uma senhora recebe o carteiro que lhe deixa um pacote e um molho de cartas. Tudo ela larga no chão, assim que o carteiro lhe vira as costas, excepto uma preciosa carta, com um selo bonito, vistoso e proveniência do Brasil. “Meu José!”, exclama olhando a carta, enternecida, e aperta o sobrescrito fortemente contra o peito, as lágrimas começando a assomar-lhe aos olhos. A pena sensibilizada, de tão coração-mole que é, tem os olhos postos e concentrados naquela senhora quando ela, sem lhe notar a presença, lhe fecha a porta e a coloca de novo, no ar, em movimento, volteando uma e uma vez mais, à espera de saber o que lhe reserva o mundo a seguir.
29/08/2007
Francis Ford Coppola, realizador e industrial vinícola de Napa Valley, em Florianopolis
Não admira que Francis Ford Coppola esteja interessado num resort em Florianopolis, só demonstra que ele tem olho e bom gosto para os lugares de encanto especial. Antes de Florianopolis, correm notícias de que esteve em Buenos Aires onde quer abrir uma produtora e, como se sabe, tem a sua indústria vinícola em Napa Valley na Califórnia (tal como um tal Sr. Bill Maxwell que provavelmente até terá conhecido bem...) Eu nao escolheria melhor estes locais encantadores e mágicos para estabelecer negócios e para uma boa história...
11/08/2007
02/08/2007
A pior abertura de um romance em língua inglesa
29/05/2007
O que nos diz Hemingway sobre amar alguém
"...E faço bem em amar Maria?"
"Sim, - respondeu a outra parte de si próprio."
"Mesmo que não exista a coisa a que chamam amor, numa sociedade de concepção puramente materialista?"
"E desde quando tens tu essa concepção? - perguntou a outra parte do seu eu. - "Nunca a tiveste e nunca a poderás ter - respondeu a si próprio. Marxista sincero não o és, e bem sabes disso. Acreditas em Liberdade, Igualdade e Fraternidade, acreditas na Vida, na Liberdade e na Procura da Felicidade. Não te enleies muito em dialécticas. Elas são para muitos, mas não são para ti. Deves conhecê-las para não teres um ar de ludibriado."
(...)
"E ainda mais. Não dês cabo da cabeça por causa do teu amor por qualquer. É que a maior parte das pessoas não tem a sorte de o ter. Tu nunca pensaste em amar ninguém. Nunca soubeste o que isso era, e agora sabes."
21/04/2007
13/03/2007
RELIPES - Relações Linguísticas e Literárias entre Portugal e Espanha 2007
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